ANOTA ES TEXTO ISTVAN E PIMENTA

Páginas: 7 (1645 palavras) Publicado: 4 de maio de 2015
LIVRO: Viagem Incompleta: a experiência brasileira, volume 01.
Carlos Guilherme Mota

ARTIGO: Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira).
Istvan Jancsó & João Paulo Pimenta.

Istvan Jancsó foi professor de história da UFBA e da USP de origem húngara. Exilado no período da ditadura também lecionou na Universidade de Nantes. A partir de1989, coordenou o importante projeto Brasil: formação do Estado e da Nação. Participou ativamente da criação da Revista Almanack Brasiliense e do Projeto Brasiliana USP. Morreu, aos 72 anos, em 2010.

João Paulo Pimenta é Bacharel (1993), licenciado (1996), mestre (1999) e doutor (2004) em História, sendo orientado pelo professor Istvan Jancsó. Professor do Departamento de História da Universidade deSão Paulo desde 2004. Professor visitante do Colegio de México (2008) e da Universitat Jaume I, Espanha (2010). Autor de artigos, capítulos e livros publicados no Brasil e no exterior, incluindo: Estado e nação no fim dos impérios ibéricos no Prata (São Paulo, Hucitec, 2002); O “nascimento político” do Brasil: origens do Estado e da nação (Rio de Janeiro, DP&A, 2003).

Por meio de duasdeclarações redigidas por deputados das províncias do Brasil nas Cortes Portuguesas datadas de 20 e 22 de outubro de 1822 e publicadas no periódico Correio Braziliense retira-se a seguinte conclusão sobre as noções PÁTRIA, PAÍS E NAÇÃO:
(pp. 129-131).
[A Primeira declaração foi escrita por: Antõnio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva e José da Costa Aguiar e Andrada (representantes de São Paulo). A Segunda foiassinada por Cipriano Barata, Francisco Agostinho Gomes e José Lino Coutinho (representantes da Bahia); Antonio Manuel da Silva Bueno e Diogo Antônio Feijó (representantes de São Paulo)].

1) Pátria: Local de origem que representa (província);
2) País: Brasil;
3) Nação: entidade política maior: portuguesa.

“A análise atenta da documentação revela que a instauração do Estado brasileiro se dá emmeio à coexistência, no interior do que fora anteriormente a América Portuguesa, de múltiplas identidades políticas, cada qual expressando trajetórias coletivas que, reconhecendo-se particulares, balizam alternativas de seu futuro”. (pp. 131-132).

Para autores, é necessário não confundir o processo e separação política com o processo de constituição do Estado nacional Brasileiro. Ao mesmo temporeconhece-se que a própria ligação da emergência do Estado e com o da nação representa uma questão complexa e controvérsia da historiografia. (p. 133).

Os autores também destacam que a historiografia tem privilegiado o estudo da formação do Estado, isso porque Jancsó e Pimenta acreditam que extremamente mais fácil lidar com variáveis históricas objetivas (como são as relacionadas ao funcionamentodo Estado) do que com o universo subjetivo que permeia o estudo da nação e da identidade nacional. (pp. 134-135).

[Durante o período colonial] “ser paulista, pernambucano ou baiense significa ser português, ainda que se tratasse de uma forma diferenciada de sê-lo. O que interessa ressaltar, aqui, é a concomitante emergência de três diferenças. A primeira é aquela que distinguia um português daAmérica (por exemplo, um baiense) de todos que não fossem portugueses (holandeses, franceses, espanhóis). A segunda, simultânea com a anterior, é a que lhe permitia distinguir-se, ao baiense, de outros portugueses, (por exemplo, do reinol, do paulista). Finalmente, uma terceira diferença, é a que distingue entre os portugueses aqueles que são americanos dos que não partilham essa condição”. (pp.136-137).

No período colonial, poderiam perceber-se três formas de identidades políticas coletivas: a regional, a americana (em oposição à metropolitana, isto é, europeia) e a própria portuguesa. (Caso exemplar: registro dos Autos da Inconfidência Mineira). (p. 139).

Os autores entendem o final do século XVIII em termos de Crise.

Na América Portuguesa para se designar territorialmente a...
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