2014

Páginas: 5 (1206 palavras) Publicado: 29 de março de 2015
[Mural da Resistência – Nôva]

Combate nas trevas de Jacob Gorender – Indicação de Leitura sobre a Resistência Armada à Ditadura Militar

Publicado pela primeira vez em 1987, Combate nas Trevas – A Esquerda Brasileira: das ilusões perdidas a luta armada, escrito por Jacob Gorender, é um dos livros mais lidos e mais conhecidos sobre a temática da Luta Armada no período da Ditadura no Brasil.Gorender, que é historiador, também foi militante do Partido Comunista Brasileiro e fundador do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário. Esse último, foi uma organização de luta armada. Nesse sentido, além de uma análise histórica, o autor publica no livro muitas memórias daqueles anos, da atuação do PCBR e de várias outras organizações, como a ALN e a VPR, que optaram pela luta armada comoforma de resistência.
[A figura do livro pode ficar nesse parágrafo no lado direito] No capítulo intitulado Imersão na Luta Armada, o autor discute as possibilidades de resistência a partir do ato institucional número cinco (AI-5). Segundo o autor, nesse momento as lutas de massas estavam encerradas e restou, da clandestinidade dos militantes de esquerda, a única resposta possível, o combate pelasarmas. Para ele, as vanguardas revolucionárias não poderiam ser partidos políticos com braços armados, visto que toda possibilidade de lutas institucionais estavam esgotadas, mas sim organizações de corpo inteiro militarizadas e voltadas para as tarefas de luta armada.
Nesse momento de virada de muitas organizações para a ação armada, também houve uma virada do estado, no sentido deprofissionalizar ainda mais a repressão. Segundo Jacob, o súbito aumento da escalada da luta armada pôs à mostra a incapacidade do aparelho policial no enfrentamento desse novo tipo de organização.
[Figura da Reportagem do jornal Doi Codi] Foi desse recrudescimento das instituições que surgiu a OBAN (Operação Bandeirantes) que mais tarde, foi incorporada institucionalmente pelo Exército, recebendo o nome deDOI/CODI (destacamento de Operações de Informação/Centro de Operações de Defesa Interna do II Exército). Essa instituição, se transformou em um dos maiores e mais sangrentos centros de tortura do país. Desde Gorender, quando o major do Exército Carlos Alberto Brilhantes ustra, assumiu o comando do DOI/CODI, as operações de investigação, captura, interrogatório, análise de interrogatórios, fichário,cruzamento de informação foram organizadas de foram meticulosa: “sob suas ordens, a tortura deixou de ser arbitrária e caótica e se tornou uma prática orientada e metódica, friamente executada”. Além de São Paulo, os DOI/CODI passaram a ser instituições oficiais no Rio, Recife, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e Belém.
Já os militantes, além de se empenharem na lutaarmada, passaram a ter que defender de uma repressão maios coordenada, equipada e informada. Além disso, conforme o autor, enfrentavam dois outros grandes problemas além da repressão policial. O primeiro deles dizia respeito ao sustento de um número cada vez maior de militantes que tiveram de passar para a clandestinidade para conseguir continuar atuando na luta. Gorender afirma que as quantiasarrecadadas nos assaltos a bancos (também chamado de expropriações ou ações confiscatórias) decrescia, devido aos cuidados que a agências passaram a tomar, não deixando muito dinheiro a disposição nos caixas e nos cofres das agências. O segundo, dizia respeito a imagem que as organizações estavam tomando diante da população. Segundo o autor, durante as ações, repetiam-se “repetiam-se os episódios emque humildes vigilantes de bancos e soldados, que resistiam à tomada suas armas, saíam feridos ou mortos no choques com guerrilheiros”. Esses fatos, tomavam os noticiários e fomentavam a ideia de terrorista vendida pela ditadura à população.
Parece que Gorender ao mesmo tempo em que justifica a decisão por pegar em armas devido ao fechamento total da ditadura, também realiza uma autocrítica, no...
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