Rio+20 e eco92

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  • Publicado : 4 de dezembro de 2012
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THIAGO FALABRETTI


Passados 20 anos da Eco92, a Rio+20, tem basicamente a mesma essência de duas décadas atrás. Àquela época, o cenário mundial já clamava por um início de mudanças efetivas: o termo desenvolvimento sustentável era delineado, ainda que praticamente desconhecido; era sabido que a emissão de gases poluentes na atmosfera acelerava o aumento da temperatura do planeta e queacordos para retardar esse aumento eram indispensáveis. Alguns foram assinados, ali ou mais tarde, como o Protocolo de Kyoto e a Agenda 21, metas foram postas à mesa, mas a balança garantiu um peso maior ao sucesso que ao fracasso, conforme as expectativas. E é este anseio que renasce agora.
A Rio+20 também clama por novos rumos, mas com outras prioridades que, na visão de especialistas, definirão ofuturo da humanidade. Economia verde, governança global, fortalecimento de um organismo da ONU voltado ao meio ambiente, outro indicador para mensurar o desenvolvimento estão entre as principais discussões – e também enérgicas desavenças entre ONU, bloco dos países em desenvolvimento e ricos. Novos padrões de consumo e criação de fundos para uma nova economia também norteiam a conferência.

Sobrea RIO+20 e seu Objetivo

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, foi realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. A Rio+20 foi assim conhecida porque marcou os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e contribuiu para definir a agenda do desenvolvimento sustentável paraas próximas décadas.
  A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009.
O objetivo da Conferência foi a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento detemas novos e emergentes.
A Rio +20 e os transportes urbanos

De todos os desafios para o meio ambiente, um dos temas cruciais da Conferência Rio +20 será a questão da urbanização, da concentração da população em megalópoles.
O primeiro grande desafio será o de restringir o tráfego de automóveis e estimular os transportes coletivos. O Brasil ainda está em um estágio em que mesmo homens públicostarimbados ainda possuem uma visão Neandertal sobre transporte.
Em países mais civilizados, as políticas de urbanismo estabeleceram equilíbrio entre os diversos tipos de moradia, sempre com a preocupação de manter o empregado perto do local de trabalho.
No caso brasileiro, especialmenteem São Paulo, um século de descaso urbano criou zonas de apartheid. Há bairros exclusivos de classe média alta,cujos empregados não raramente levam de 4 a 5 horas no trânsito para chegar ao trabalho. Ou regiões de comércio sem nenhuma estrutura de imóveis populares, para abrigar os empregados.
Como resultado, ao contrário do que prega Glaesser, o modelo brasileiro de urbanização sem regras criou cidades disfuncionais, permitiu a expansão urbana em cima de áreas de preservação ambiental, aumentouexponencialmente a emissão de gases poluentes.
Em cidades médias, o quadro ainda não é grave, mas não se observam movimentos visando prevenir o futuro.

Energia

Em todo o mundo, uma em cada cinco pessoas ainda não tem acesso à eletricidade moderna e o dobro desse número – três bilhões de pessoas – depende de lenha, carvão mineral, carvão vegetal ou dejetos animais para cozinhar e para aquecimento.O Sr. Ban reiterou que a energia é central para tudo, desde abastecer economias à conquista de objetivos anti-pobreza conhecidos como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (Millennium Development Goals – MDGs), passando pelo combate à mudança climática, até o estabelecimento de uma base da segurança global
Ainda assim, lembrou ele, a pobreza energética generalizada ainda condena bilhões às...
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