O uso do crack: um problema social rsetrito às metropoles

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  • Publicado : 26 de março de 2012
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Formação profissional em Serviço Social: “velhos” e novos tempos, ... constantes desafios


A análise do processo de formação profissional do assistente social, requer uma abordagem histórica, ainda que breve, situando a profissão no contexto da realidade brasileira. Uma reflexão sobre o surgimento e a institucionalização do Serviço Social, identificando os principais marcos daprofissão na sua trajetória, articulado com a formação profissional é fundamental para melhor situarmos e entendermos o Serviço Social, nos tempos atuais.
Tal exercício teórico exige, necessariamente, uma revisão crítica da trajetória do debate acumulado da profissão, analisando as conquistas e os dilemas do Serviço Social na consolidação de seu projeto profissional.
Também, pensar oServiço Social na contemporaneidade, diante das novas exigências profissionais, decorrentes das profundas alterações no mundo do trabalho, das repercussões da reforma do Estado e, conseqüentemente, das novas configurações assumidas pela sociedade civil, implica analisar os avanços e os novos desafios da profissão, que culminaram na reformulação do processo de formação profissional.
Assim,pretendemos aqui traçar alguns elementos que subsidiem esta análise.


Algumas considerações sobre a trajetória histórica do Serviço Social
Ao analisarmos a formação profissional em Serviço Social, partimos do pressuposto que é necessária a compreensão da trajetória histórica da profissão, inserida no contexto social que marcou sua emergência e institucionalização na sociedade brasileira.Concordamos com Silva e Silva ao afirmar que:
[...] a formação profissional é entendida como processo dialético, portanto aberto, dinâmico e permanente, incorporando as contradições decorrentes da inserção da profissão e dos profissionais na própria sociedade. Com esse entendimento, falar em formação profissional implica acompanhar a dinâmica da sociedade e atrajetória histórica do próprio Serviço Social, procurando entender os condicionamentos que a sociedade impõe sobre a prática profissional. (Silva, 1995, p. 73)


Como a formação profissional está diretamente atrelada à história do Serviço Social, teceremos algumas considerações significativas da trajetória histórica da profissão[1], destacando os diferentes momentos conjunturais.
Aeconomia brasileira, a partir dos anos 30, progressivamente vai substituindo o sistema agrário-comercial pelo sistema industrial, e com isso provocando profundas alterações sociais como o estabelecimento da urbanização, fenômeno que engendrou problemas e conflitos sociais.
A tensão social oriunda da consolidação de um pólo industrial, associada às novas relações entre o capital e o trabalho,agravaram a chamada questão social[2], sendo-lhe atribuídas soluções políticas, pois para a construção de um novo modelo econômico era necessário um cenário de “tranqüilidade social” que permitisse o desenvolvimento industrial.
O governo ditatorial da época, sob o comando de Getúlio Vargas, buscava consolidar-se através de uma política centrada no populismo, adotada como forma de controle daclasse trabalhadora. A ação do Estado estava direcionada para o desenvolvimento de condições sociais e políticas que garantissem o processo de acumulação capitalista. É neste contexto, que surgiu o Serviço Social, diretamente vinculado à Igreja, como um prolongamento da ação social católica, adotando como pressuposto teórico o neotomismo[3], com fundamentação na Doutrina Social da Igreja.A formação profissional do assistente social, neste período, era baseada na influência do pensamento europeu, através do modelo franco-belga, limitado a uma formação essencialmente pessoal e moral, numa base doutrinária, centrado numa perspectiva conservadora.
Em 1932, foi fundado em São Paulo o Centro de Estudos e Ação Social – CEAS com o objetivo de estabelecer uma formação...
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