O surrealismo

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1125 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 3 de setembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
A FIGURA DE FRANCIS BACON




Francis Bacon (1561-1626), natural de Londres, filho de pais altamente credenciados nas Cortes, atingiu também pela inteligência e trabalho elevada posição, até o cargo de Chanceler do Reino.

Acusado de crime contra o erário, foi preso na Torre de Londres. Perdoado pelo rei, retirou-se da vida pública para escrever sua obra, morrendo em 1626.Deixou apenas uma obra e, assim mesmo, incompleta a Instauratio Magna, grande reconstrução, que compreenderia seis partes, mas teve somente duas terminadas, a De dignitate et argumentis scientiarum, sobre a dignidade e o novo e progresso das ciências, e o Novum Organum scientiarum, sobre o novo instrumento das ciências.



FILOSOFIA DE BACON



Francis Bacon tem como princípio criticar aciência do seu tempo, não poupando os escolásticos, os humanistas e os matemáticos.

Investindo contra Aristóteles, propõe a substituição do velho “órganon” por um novo “órganon”. O “órganon” ou “instrumento” adequado à investigação é a lógica e a metodologia das ciências naturais.

Na primeira parte do Novo Órgão, a “pars destruens”, Bacon repudia o uso do silogismo, pernicioso paraaquisição do conhecimento. “Na segunda parte, a “pars informans” ou pars aedificans”, deixa de lado a indução aristotélica ou indução formal, apresentando outro tipo de indução, que mais tarde toma o seu nome “indução baconiana” e que “tem por fim encontrar e provar pelo exame dos fatos as leis que os regem. A lei nada é mais do que relação constante entre fatos observados, porque estes são e m númerofinito e a relação constante vale para um número infinitos de fatos “(Globot).

Pela observação e pela experimentação, empregando o método das coincidências, o cientista empregará tabelas de presença, de ausência, de gradações, verificando os princípios da causalidade: não há efeito sem causa; retirada a causa, desaparece o efeito; variando a causa, varia o efeito.

Ensina Bacon que saber époder, que a vontade é filha do tempo, ou seja, da experimentação, jamais da autoridade, que pouca ciência afasta de Deus, muita ciência leva a Deus.

Observando a natureza chegamos às causas, obtendo-se assim o verdadeiro conhecimento, que é o conhecimento pelas causas. Saber verdadeiramente é saber pelas causas (Vere scire, per causas scire).

Na primeira parte do Novo Organum, Francis Baconapresenta uma visão geral, panorâmica, das ciências do seu tempo, classificando-as depois, de modo inteiramente novo, segundo um plano em que a história figura como ciência da memória, a poesia como ciência da imaginação e a filosofia como ciência da razão. História, poesia e filosofia são saberes básicos do homem divididos por sua vez, em outros ramos.

Com todos os exageros que sua filosofiapossa conter, com as injustiças que cometeu relativamente aos filósofos antigos, não se pode negar a Francis Bacon o grande impulso que deu à ciência e à filosofia, sendo mesmo o responsável, não só na Inglaterra como fora, por importante corrente que recebeu o nome de nova filosofia ou filosofia experimental, contribuição que coloca o “pai do empirismo moderno”, entre os grandes espíritos dahumanidade.



A CERTEZA INTELECTUAL DE DESCARTES

René Descartes nasceu em 1596, em La Haye,no Poltou, França.Pertencia a uma família de pequenos fidalgos. Foi aluno dos jesuítas no Colégio de La Flèche, de 1604 a 1612. Em 1616 licencia-se em Direito em Poiters. De 1618 a 1619 alista-se no exército de Mauricio Nassau, na Holanda, e em 1619 no exército de Maximiliano daBaviera.depois de viajar durante alguns anos (1619-1628), fixa-se na Holanda até 1649. Morreu em 1650.

Escreveu nos anos de 1625 a 1633, um Tratado Do Mundo, que desistiu de terminar e publicar quando soube da condenação de Galileu (que sustentava a teoria do movimento da Terra), pelo Santo Oficio. Em 1637 publicou o Discurso do Método, prefácio a três ensaios (Meteoros, Dióptrica e...
tracking img