O retrato de dorian gray

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RESENHA DO ROMANCE “O RETRATO DE DORIAN GRAY”
DE OSCAR WILDE













Prof..Me. ANDRÉ T. MENDES



O RETRATO DE DORIN GRAY – Oscar Wilde

Único romance produzido pelo escritor irlandês que adotou a Inglaterra como país, mas nunca como pátria. Era profundamente orgulhoso de sua origem celta. Educado dentro do protestantismo sofreu grande influência de sua mãe que, alémde escritora e poeta, tinha uma vida ativa na comunidade. Na Inglaterra, Oscar Wilde desenvolveu sua literatura. Suas peças teatrais conheceram enorme sucesso pelo humor refinado e afiado e renderam ao poeta fama e fortuna. Figura controversa, era famoso por suas frases paradoxais e pela consciência de sua genialidade.
Sua esposa e dois filhos tiveram que deixar a Inglaterra e adotar o sobrenomede um tio para não serem execrados como resultado da acusação da qual Wilde era vítima. Publicamente, o escritor nunca admitiu seu homossexualismo, embora inúmeras vezes, era visto em companhia de seu amante em locais da alta sociedade londrina.
Acusado de homossexualismo pelo pai de seu amante e condenado a dois anos de reclusão e trabalhos forçados, Wilde foi desterrado da Inglaterra.Lembre-se que o homossexualismo masculino era considerado crime na Inglaterra Vitoriana. Uma parte da sua fortuna foi gasta com o processo e a outra parte, com seus excessos em restaurantes e viagens com seus amantes. Morreu na miséria em Paris em um hotel de segunda classe aos 46 anos de idade.
Quando foi publicado O Retrato de Dorian Gray em 1890, produto de encomenda de um editor americano, Wildeviveria somente mais 10 anos e não sentia grande afinidade pela literatura embora a considerasse um gênero maior. Até então o que ele havia produzido estava restrito à algumas coletâneas de poesias. Acreditava que a ficção devia penetrar nas cavidades mais secretas de alma humana.


Inserido num contexto literário recheado por romances de fundo mórbido e degeneração de fim de século, onde obrascomo, O Médico e o Monstro de Robert Louis Stevenson de 1886, O Grande Deus Pan de Arthur Machen de 1894 e também os contos de Edgar Allan Poe, entre outros, compunham o cenário do chamado romance gótico. Destaque também para a literatura de terror de Stoker com seu Drácula e Frankenstein de Mary Shelley. É nesse ambiente literário que aparece o Retrato de Dorian Gray. Há controvérsia quanto aclassificação da obra como realista. Seria mais um amálgama de vários formas e estilos diferentes, mas com traços marcantes da literatura mórbida.
À forma de uma fábula e parábola, a obra não deixa de encontrar um paralelo com o Fausto de Marlowe, cujo herói oferece sua alma ao diabo em troca de riquezas e poder. A negociação que Dorian faz, lhe dá a juventude, a beleza, o que não deixa de ser umenorme poder numa sociedade das aparências, estratificada. O ensinamento de moral e ética caracteriza a fábula e/ou parábola. Pode-se dizer que o romance de Wilde encerra um ensinamento sobre virtude e vício, tão caros à sociedade Inglesa.
O Reino da Grã-Bretanha, sob o regime da Rainha Vitória, de 1837 a 1901, estabeleceu definitivamente a Revolução Industrial e consolidou do poder capitalista,com todas as suas contradições. Ao longo da era Vitoriana, os avanços científicos foram enormes, luz elétrica, telégrafo, telefone, refrigeração e um consequente aumento da população citadina vinda do campo viver na cidade sob as piores condições. Crimes, doenças, prostituição, violência de toda espécie.
Os valores e leis que regiam aquela sociedade eram extremamente conservadores e moralistas.Foi também um período de grande riqueza e expansão do imperialismo inglês.



A literatura da época refletia os dramas e aflições dos homens daquele tempo. A religião já não respondia a todos os questionamentos a temas como a vida e a morte e ansiavam por repostas. É na ciência que se esperava encontrar as respostas para lamúrias e lamentos acerca da imortalidade do homem. Mas a ciência,...
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