O que e um crime

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Doc. nº 1- A rede conceptual da ação humana

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1-Aquele que age, que toma a iniciativa de uma ação. Se uma ação implica uma decisão tendo em vista um propósito que obedece a determinados motivos, ela exige necessariamente a presença de alguém a quem é atribuível. Um sujeito autor, isto é, aquele que tem o poder de realizar, produzindo, por uma iniciativa, alterações no decurso das coisas. É o elemento que dispondo de liberdade e de vontade, teriao poder de praticar várias ações.
“ (…) É por isso que o termo ação remete para uma atividade intencional, consciente e voluntária do sujeito ou agente da ação, através do qual interage com o mundo, transformando-o de acordo com as suas necessidades, e se molda a si mesmo, constituindo-se como humano.” Fátima Alves, Pensar Azul, Texto Editores, p.45

2- É o propósito da ação, é o queno propomos fazer, atingir ou obter. Esta, porque é consciente e voluntária tem sempre um objetivo. É uma antecipação da ação.


“A intenção é o que nos propomos realizar, ou seja, o que está no nosso intento fazer. Pode dizer-se que a intenção traduz aquilo que o agente quer fazer atingir ou obter.
A intenção é, de certo modo, uma antecipação da ação. Acarreta consigo, de modoimplícito, a escolha e planeamento da ação - conceção (…) O agente ata sempre intencionalmente, isto é, na intenção de… ou com a intenção de… isto significa que o agir humano é sempre intencional ou, por outras palavras, que o ser humano saber sempre o que quer e porque o que quer. O que quer remete-nos para o fim. O porque quer remete-nos para o motivo.” Mª Antónia Abrunhosa, Um outro olharsobre o Mundo, Edições Asa, pp 78-79


3- É a razão de uma ação. A ação não é gratuita, obedece a razões. Estas explicam, tornam compreensíveis a ação. Como Sartre dizia: era o conjunto de considerações racionais que a justificam.
“Quando se pergunta a alguém: Porque fizeste isto? A resposta obtida pode evidenciar o motivo (…) sendo este a razão de agir.
Indicar o motivo éesclarecer o porque o faz. Esclarecer o porque se faz é já lançar a luz sobre a ação realizada, é fornecer-lhe um contexto ou horizonte significativo.
Todo o agir humano é guiado por motivos que o desencadeiam. Contudo, nem sempre são conhecidos. Há motivos de vária ordem, podendo ser: inatos, aprendidos ou mistos; voluntários ou involuntários; individuais ou sociais; conscientes ouinconscientes. O motivo possui dinamismo, é uma espécie de força ou tendência que leva o indivíduo, logo que as circunstâncias o permitam, a realizar o seu intento, que pode consistir na realização de atos.
Assim, o agente já não é simplesmente aquele que tem o poder de realizar gratuitamente uma ação, mas aquele que a pratica porque é movido por determinados motivos.
Em relação com omotivo, situa-se o que vulgarmente se designa por desejo (impulso espontâneo e consciente para um bem conhecido ou imaginado, capaz de satisfazer uma necessidade ou carência). O agente da ação inclui uma base fisiológica – o corpo. Nele se geram pulsões que tendem para a ação.
O desejo é essencialmente o motivo de natureza fisiológica, ligando-se a pulsões corporais e com conotações...
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