O papel da mulher na sociedade contemporânea

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Published Date: 01/04/2010 09:08:37

Infelizmente, no dia 31 de março completarão 46 anos após o Golpe de 64. Foram vinte e um anos de tortura, assassinatos e prisões ilegais pagas com o dinheiro do povo.  A ditadura militar foi um período da história do Brasil, marcado pela violência e pela falta de liberdade. Ao todo, 426 brasileiros foram mortos e presos pelos militares. Alguns foramassassinados e torturados, e a maior parte teve seu cadáver ocultado.
Nesse baú de crueldades, as torturas cometidas nessa época, incluíam choques elétricos, afogamentos e muita pancadaria. Em 1968, o início do período mais duro do regime militar, a tortura passou a ser amplamente empregada, especialmente para obter informações dos militantes e pessoas envolvidas com a luta pela democracia em nossopaís.
Contando com a "assessoria técnica" de militares americanos que ensinavam a torturar, grupos policiais e militares começavam a agredir no momento da prisão, invadindo casas ou locais de trabalho. A coisa piorava nas delegacias de polícia e em quartéis, onde muitas vezes havia salas de interrogatório revestidas com material isolante para evitar que os gritos dos presos fossem ouvidos.
Osrelatos indicam que os suplícios eram duradouros. Prolongavam-se por horas, eram praticados por diversas pessoas e se repetiam por dias, as mulheres torturadas eram as que mais sofriam por abusos sexuais, xingamentos, humilhações, pancadarias entre outras formas de violência que usou nesse período sombrio.

Segue abaixo, a história de várias militantes que foram assassinadas pelos seustorturadores no período da Ditadura Militar. São mulheres de diferentes cidades do Brasil. Algumas amamentavam. Outras, grávidas, pariram na prisão ou, com a violência sofrida, abortaram. Não mereciam o inferno pelo qual passaram, ainda que fossem bandidas e pistoleiras. Não eram. Eram estudantes, professoras, jornalistas, médicas, assistentes sociais, bancárias, donas de casa. Quase todas militantes,inconformadas com a ditadura militar que em 1964 derrubou o presidente eleito. Foram presas, torturadas, violentadas. Muitas morreram ou desapareceram lutando para que hoje nós vivêssemos numa democracia. Queremos que a memória delas, nunca seja esquecida e que possamos lutar por justiça em nosso país.
Rose Nogueira - jornalista, presa em 1969, em São Paulo, onde vive hoje. “Sobe depressa, MissBrasil’, dizia o torturador enquanto me empurrava e beliscava minhas nádegas escada acima no Dops. Eu sangrava e não tinha absorvente. Eram os ‘40 dias’ do parto. Riram mais ainda quando ele veio para cima de mim e abriu meu vestido. Segurei os seios, o leite escorreu. Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele (delegado Fleury) ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seusexo por cima da calça com um olhar de louco. O torturador zombava: ‘Esse leitinho o nenê não vai ter mais’”.
Izabel Fávero - professora, presa em 1970, em Nova Aurora (PR). Hoje, vive no Recife, onde é docente universitária: “Eu, meu companheiro e os pais dele fomos torturados a noite toda ali, um na frente do outro. Era muito choque elétrico. Fomos literalmente saqueados. Levaram tudo o quetínhamos: as economias do meu sogro, a roupa de cama e até o meu enxoval. No dia seguinte, eu e meu companheiro fomos torturados pelo capitão Júlio Cerdá Mendes e pelo tenente Mário Expedito Ostrovski. Foi pau de arara, choques elétricos, jogo de empurrar e ameaças de estupro. Eu estava grávida de dois meses, e eles estavam sabendo. No quinto dia, depois de muito choque, pau de arara, ameaça deestupro e insultos, eu abortei. Quando melhorei, voltaram a me torturar”.
Hecilda Fontelles Veiga - estudante de Ciências Sociais, presa em 1971, em Brasília. Hoje, vive em Belém, onde é professora da Universidade Federal do Pará. “Quando fui presa, minha barriga de cinco meses de gravidez já estava bem visível. Fui levada à delegacia da Polícia Federal, onde, diante da minha recusa em dar...
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