O imperio romano

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Sérgio Vicente Motta
Vicente Pleitez
Editores-Assistentes
A nderson Nobara
Henrique Zanardi
Jorge Pereira Filho

Pierre Grimal

H

is t ó r ia de
Ro m a

Tradução
Maria Leonor Loureiro

editora

unesp

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département de la Librairie Arthèmes Fayard
Título original: Histoire de Rome
© 2 010 datradução brasileira

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G873h
Grimal, Pierre, 1912-1996
História deRoma/Pierre Grimal; tradução Maria Leonor
Loureiro. - São Paulo: Editora Unesp, 2011.
176.: il.
Tradução de: Histoire de Rome
ISBN 978-85-393-0089-1
1. Roma - História. I. Título I. Título.
11-0659.

CDD: 937
CDU: 94(37)

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tu Gaius, ego Gaia.

Su m á r io

I O vilarejo dos primeiros tempos
II O tempo dos reis

19

III Conquistas e angústias

35

IV Rumo à descoberta do sul
V O duelo com Cartago

49

59

VI Os horizontes desmedidos
VII O tempo da cólera
VIII O fim de um mundo

89
103

IX O nascimento do Império
X A Roma dos Césares

77

119

135

XI A morte de um Império

159

I
O VILAREJO DOSPRIMEIROS TEMPOS

Hoje em dia, se subirmos as encostas do
Palatino e atravessarmos o caos das ruínas
do que foi o palácio dos imperadores roma­
nos, chegaremos a uma estreita plataforma
que domina o vale do Tibre. Essa plata­
forma, ainda há pouco entulhada por terra
acumulada pelas chuvas e por todo o tipo de
detrito, está agora limpa e, no solo, surgem
os vestígios de um vilarejo singularque se
ergueu ali há quase três mil anos. E tal vila­
rejo, que reunia talvez algumas dezenas de
pobres cabanas feitas de galhos entrelaçados
e sustentados por estacas de madeira, é hoje
tudo o que subsiste da Roma mais antiga.

P ier r e G r im a l

Os romanos, orgulhosos de suas ori­
gens, gostavam de contar que nesse lugar
seu primeiro rei fundara sua cidade. A esse
rei chamavamRômulo. Ele havia sido o pri­
meiro romano. Fora criado nessa mesma
colina por um pastor, o bom Fáustulo, que
recolhera a ele e a Remo, seu irmão gêmeo,
ainda recém-nascidos, abandonados numa
cesta de vime que o rio, durante a cheia,
depositara ao pé do Palatino.
Rômulo e Remo eram de origem real,
filhos da sobrinha do rei de Alba. Ela os
tivera, contava-se, do próprio deus Marte,
mas orei, temendo que essas crianças
viessem a destroná-lo um dia, decidiu
abandoná-las no rio, persuadido de que o
frio, a falta de cuidados, a correnteza não
tardariam a desembaraçá-lo desses dois
sobrinhos-netos preocupantes. Mas o rei
não contara com a vontade dos deuses.
O berço flutuante encalhou na margem, a
seco; uma loba, o animal de Marte, deitou­
-se perto dos bebês, deu-lhes calor eleite.
Por fim, eles foram recolhidos por Fáustulo,
que os levou para sua cabana. Lá, tratou-os
como seus próprios filhos e, depois, como
suspeitava da origem deles, acabou por lhes
revelar o segredo de seu nascimento.
10

H is t ó r ia

de

Ro m a

Rômulo e Remo, uma vez crescidos e
vigorosos, destronaram o tio-avô e, no lugar
dele, puseram o avô; em seguida, voltaram
ao país...
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