O homem positivo

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  • Publicado : 9 de junho de 2011
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1. O HOMEM POSITIVO

É o homem da Revolução Industrial. A prática pré-científica chega à fase científica, onde as experiências podem ser comprovadas pela tecnologia. O iluminismo e o positivismo científico dão novas direções para a mente humana. É nessa fase que surge os preparativos para a fase vivida nos tempos atuais.

1.1 Perfil do Homem Positivo

Domínio da inteligênciainterpessoal e dos conhecimentos tecno-científico dos fenônemos físicos exteriores. Capacidade de liderança. Crise existencial (afirmação e negação da mente)e a busca sistemática de soluções lógicas e psicológicas. Conflito interior entre a religiosidade e a racionalidade. Conflito entre a física e metafísica. A ciência como finalidade maior.

2. A ÉTICA DA CIÊNCIA E DA INDÚSTRIATodo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. A educação do futuro deve enfrentar o problema de dupla face do erro e da ilusão. O maior erro seria subestimar o problema do erro; a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão. O reconhecimento do erro e da ilusão é ainda mais difícil, porque o erro e a ilusão não se reconhecem como tal. (Edgar Morin)Após a Revolução Francesa e a vitória burguesa, após décadas de luta pelo reconhecimento social, desencadeou-se uma das mais intrigantes guerras ideológicas que a humanidade já havia presenciado. Em plena Era Industrial a ciência foi estruturando-se em rígidos sistemas racionalistas que se dimensionavam de forma privilegiada na organização da vida individual e coletiva, preconizando a existênciade concordância entre o racional e a realidade do universo e negando, ao mesmo tempo, a validade das crenças e das concepções que não eram baseadas em explicações científicas ou que não se adequavam aos paradigmas da sociedade capitalista. O principal deles era a religião católica cujos dogmas medievais impediam a expansão da moralidade burguesa e principalmente dos seus interesses econômicos. Anegação da interferência dos valores humanos ou religiosos era proposta acerca do processo de construção do conhecimento. O conhecimento moderno, estruturado sob o princípio da separação, apresentou, como verdadeira, a crença na separação total entre o indivíduo conhecedor e a realidade observada, ao mesmo tempo em que afirmava ser necessário o isolamento do objeto a ser estudado em relação aoambiente. A realidade se colocava, segundo os postulados da ciência clássica, como algo completamente independente do observador. Outro princípio projetado pela ciência moderna se refere à crença na existência de uma causalidade linear na explicação dos mais variados fenômenos, que aconteciam a partir do encadeamento contínuo de causa e efeito.
A guerra de idéias foi polarizada em diversoscampos, mas em alguns deles as batalhas certamente foram mais ardentes: biologia x física, cérebro x mente, determinismo x livre-arbítrio,e, finalmente, o materialismo x espiritualismo. O pensamento científico teve vantagens sobre o adversário religioso, pois tudo parecia convergir para o encontro dos seus interesses e adentrou o século XX com uma força avassaladora. O Industrialismo se expandiu,devido o rápido crescimento urbano, e o capital logo se tornou um interesse mundial. Ante o festival de posturas radicais de céticos e crentes, surge nessa transição entre dois séculos uma inteligência fora dos padrões comuns na época e que causaria um certo desconforto entre os dois extremos do conflito.
No campo industrial, o crescimento dos grandes impérios corporativos trouxe preocupaçõescom os riscos do continuado crescimento sem uma organização formal. Entre as diversas preocupações, destacavam-se os problemas mais complexos de administração com o surgimento de novas indústrias de tecnologia mais avançada (elétrica, automobilística e petroquímica) e os problemas com expansão das linhas, com crescimento a plano mundial. Havia também a preocupação em produzir mais bens e...
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