O fim do glamour do navio presidente vargas

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
FACULDADE DE HISTÓRIA

ANTONIO REGINALDO SALES DUARTE

O FIM DO GLAMOUR: O NAVIO PRESIDENTE VARGAS NA VIDA E NO IMAGINÁRIO DA CIDADE DE SOURE (1972-1980)

Monografia apresentada à Faculdade de História, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, da Universidade Federal do Pará, sob a orientação do Profº. Dr. Karl Heinz Arenz.

SOURE- PARÁ
20092
Capítulo I - O Fim do Glamour
Resumo
A História Social da Amazônia, desde os tempos da colonização, até os Projetos Militares, - de integração, vem sendo caracterizada pela tentativa de integrá-la ao sistema de mercado. Conquanto, o naufrágio do navio PresidenteVargas, em Soure na década de 1970 é uma das sendas dessas famigeradas tentativas. A compra do navio cujo fito era atenuar os eternos problemas do transporte de passageiros na região, acabou por reproduzir em Soure, quase todas as vicissitudes engendradas para a região, pelos processos de exploração, os quais suprimiram os fóruns políticos e sociais, tampouco ouviram a sociedade amazônica. Para seconsumar esse processo de incorporação da Amazônia ao mercado nacional, o Governo Federal optou pelo sistema rodoviarista. Valorização para o Governo Federal, na Amazônia, dizia respeito, apenas, às matérias-primas da região desprezando sua sociedade, - seus atores sociais. Logo, nesse cadinho da Ilha do Marajó, apesar da intervenção estatal na região, ao mesmo tempo os ribeirinhos e caboclosentrelaçaram dentro do navio, experiências e relações que analisadas, hoje, permitem inferir caminhos. Assim, levou esta pesquisa a perceber sê-la uma possibilidade. E como tal, não ser definitiva, o que ensejamos, todavia e ter nos aproximado disto.

Palavras-chave: Amazônia, projetos, relações, transportes.

Não, não tenho caminho novo

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SUMÁRIO
Introdução
1. A navegação na Amazônia
1.1Antecedentes da navegação fluvial
1.2 A dominação inglesa na época da borracha
1.3 A região marajoara
2. A navegação como meio de integração
2.1 A nacionalização.
2.2 O Governo militar
2.3 O navio Presidente Vargas
3. O navio Presidente Vargas no imaginário popular
3.1 O navio como espaço democrático
3.2 O navio como abertura ao mundo
3.3 A catástrofe do naufrágio e suasconseqüências
Anexos
Conclusão
Glossário
Fontes
Bibliografia

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Capítulo I - O Fim do Glamour

Introdução
A questão dos transportes fluviais na região amazônica, e por conseguinte marajoara não é nova. Vem desde o Governo Imperial (1822 a 1889). Nas sociedades modernas, a mobilidade é algo importante estando inerente também ao comércio e aos deslocamentos espaciais. Daí a importânciacrucial do setor de transportes para a execução de políticas públicas as quais visem alavancar o desenvolvimento de uma região. Tive uma experiência para Soure por volta de 1985 por balsa, porém a viagem demorou seis horas. Todavia, plenamente, compensável pelas paradisíacas paisagens e praias. Entrementes, a maioria de seus moradores referia-se à penúria que o transporte de passageiros atravessava,- viagens longas em navios velhos, e ensejava a percepção decadente da cidade em termos econômicos e turísticos desde o naufrágio do navio Presidente Vargas, na década de 1970.
Conquanto, Soure era considerada pelo seu povo como uma cidade desenvolvida, em face de sua pujante pecuária ser a base econômica do município. Além disso, por conta do navio, e a infra-estrutura municipal, eraconsiderada a cidade mais importante e capital da Ilha do Marajó. Após o naufrágio do navio, a percepção da sociedade era a de que o mesmo teria levado, também, a cidade junto. Minha pesquisa tenta responder à seguinte problemática: Qual a percepção dos habitantes sourenses acerca do afundamento do navio Presidente Vargas e o qual era a expectativa da sociedade acerca da política de transportes para...
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