O enfrentamento do problemna do crack no contexto da saúde publica

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  • Publicado : 18 de outubro de 2012
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1 RESUMO
Esse trabalho objetivou verificar as ações e políticas institucionais de enfrentamento do crack no âmbito da saúde pública, identificando-as no município de Gandu – Bahia e cidades circunvizinhas. Diante da grande demanda de cerca de 800 a 900 usuários (dados não oficiais) verificou-se um déficit muito grande em ações eficientes e institucionais para atender tal demanda.
2 INTRODUÇÃOA sociedade brasileira muito tem se preocupado com a epidemia do crack. A estimativa da OMS (Organização Mundial de Saúde) para o Brasil é que existam 3% de usuários, o que implicaria 6 milhões de brasileiros. O Ministério da Saúde trabalha com 2 milhões de usuários e estudo da Unifesp patrocinado pela SENAC demonstra que um terço dos usuário se curam (CFM).
O atendimento dos dependentes decrack não é feito a contento no Brasil, pois, há poucos centros de excelência. Ao governo cabe a responsabilidade de ações de políticas públicas para sanar essa deficiência ao atendimento do usuário de crack como a construção de clínicas especializadas e também da disponibilização de leitos de hospitais para o atendimento dessa demanda.
A cidade de Salvador, precursora em Consultórios de Rua, fica auma distância de 290 km da cidade Gandu que não tem nenhuma instituição que represente o atendimento no âmbito da saúde pública ao usuário de crack.
Várias ações da sociedade e de ONGs são realizadas com o objetivo de ajudar ao usuário a se curar representados em Centros de Recuperação.
O CAPS I estando em fase de implantação de projeto para o enfrentamento do uso e abuso de drogas, ainda nãoatende a demanda.
Ficando o município de Gandu, que tem 30.329 habitantes (Observatório do Crack), o maior município da região por todo esse tempo sem atendimento no âmbito do SUS




3 O ENFRENTAMENTO DO PROBLEMA DO CRACK NO CONTEXO DA SAÚDE PÚBLICA
O uso co crack não é um problema exclusivo das grandes metrópoles chegando a atingir 98% dos municípios brasileiros, e o atendimento a essesusuários precisa alcançar esses municípios que se encontram em meio a uma epidemia de uso dessa droga.
A segregação das classes mais pobres é histórica em nosso país como também é histórica a falta de políticas de proteção social, de saúde, enfim há um déficit no atendimento ao cidadão.
O Ministério da Saúde tem buscado meios de alcançar a demanda, que é muito grande, com ações e programas paratanto. Mas as clínicas e hospitais que comportem a demanda estão em déficit em relação a quantidade de usuários que necessitam de atendimento.
Em entrevistas realizadas com profissionais do setor de saúde no município de Gandu – Bahia, especificamente no Hospital Nelson Davi Ribeiro, no CREAS e no CAPS I, verificou-se que no dado município e cidades circunvizinhas, ao usuário de crack só resta serencaminhado para centros de recuperação.
Segundo a enfermeira Jeane Almeida Barreto, o Hospital Nelson Davi Novais limita-se ao atendimento emergencial dos usuários em caso de crises de violência ou descontrole físico-motor causado pelo uso do crack que são levados ao PS do mesmo, recebendo aplicação de medicação de efeito tranquilizador e logo em seguida retornam para as suas residências emcompanhia de familiares. Em casos de overdose os pacientes ficam internados até sua recuperação e vão para casa ou são encaminhados ao CAPS I.
No CAPS I a enfermeira responsável Marli Santana, pelo fato do CAPS I está em fase de implantação do atendimento ao usuário de crack e outras drogas, se detendo no momento ao atendimento de pessoas com problemas de saúde mental então os encaminha para o CREASou até mesmo para o AA.
Acolho essa pessoas que a mim são encaminhadas pois sei que precisam de ajuda. Não posso fazer quase nada, mas busco consultas com médicos em seus consultórios que se dispõem a ajudar. (Elizabeth Santana Novais, coordenadora do AA em Gandu).

A assistente social do CREAS, Angela Brisolina D’Onofrio Moraes, encaminha os usuários que buscam tratamento à Clínica de...
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