O cuidado, os modo de ser(do)humano e as praticas corporais

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  • Publicado : 4 de abril de 2013
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O texto nos mostra o relato de uma experiência do autor em suas atividades de assistência médica em uma unidade de atenção primária à saúde. Onde sua paciente D. Violeta é frequentadora assídua deuma unidade básica de saúde. Nunca falta, mas também nunca está satisfeita. O serviço e o profissional que realizam seu atendimento, por sua vez, também não estão satisfeitos.Não podem estar tantodevido ao elevado grau de hostilidade sempre apresentado pela usuária como porque, dos pontos de vista clínico e epidemiológico, a eficácia da intervenção é muito baixa. Como compreender, de um lado, aineficácia da intervenção e, de outro lado, por contraditório que pareça, a sólida reiteração dessa intervenção pouco eficaz – ainda mais assombrosa se considerarmos a escala em que situações como essase repetem diariamente nos diversos serviços de saúde. Por outro lado, por que foi, e o que foi que mudou a qualidade do encontro terapêutico a partir da situação crítica descrita no preâmbulo?
O quemudou foi que se passou a procurar, naquele momento, o sentido e o significado de diagnósticos, exames, controles, medicações, dietas, riscos, sintomas. Mais que isso, ou como base disso, passou-se aprocurar o significado da própria presença de um diante de outro: D. Violeta e seu médico, naquele espaço, naquele momento. O que a catarse daquele (des) encontro propiciou foi justamente apossibilidade de se surpreender da falta de sentido de se cumprir tão mecanicamente os papéis de médico e de paciente, orientados, ambos, por uma lógica que, em si mesma, não pode atribuir sentido a nada, alógica clínico-preventivista do controle de riscos e da normalidade funcional. O que se tornou possível pela linha de fuga aberta com a percepção em desacordo com a importância do que deveria se realizarnaquele espaço, foi à busca da totalidade existencial que permitia dar significados e sentido não apenas à saúde, mas ao próprio projeto de vida que, por razões biográficas trágicas, D. Violeta...
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