O corvo

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INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA
CIÊNCIA E TECNOLOGIA-IF-SC
CAMPUS CANOINHAS

PORTUGUÊS INSTRUMENTAL E
COMUNICAÇÃO TÉCNICA

EMANUEL
LEONARDO
JULIANE
SUÉLEN
WELLINTON

O CORVO

CANOINHAS
2012

EMANUEL
LEONARDO
JULIANE A
SUÉLEN
WELLINTON

O CORVOTrabalho apresentado à unidade curricular de
Português Instrumental e Comunicação Técnica do curso
de Agro ecologia, como requisito parcial para aprovação.

Professora: Marilda Regina Marko

CANOINHAS
2012
ÍNDICE DE ILUSTRACÕES
1. Ilustração: O corvo..........................................................................................

SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO

O autor do poema ‘’O Corvo’’ é Edgar Allan Poe, é um romance cosmo gênico atribuindo à fama necessária para provocar a censura da empresa e da sociedade.
O conto contemporâneo ‘’O Corvo ‘’ de Edgar Allan Poe traz como personagem principal o próprio autor. Na construção do poema o autor fala sobre alguém do sexo feminino que morreu e segue com a mesma ideia até o fim doconto.
A construção do desenvolvimento, meio e fim do poema, necessita de um bom entendimento, pois o autor cobra a participação do leitor nos aspectos que constituem a narrativa.
O conto é caracterizado por um tema extraordinário, que mostra não só o que é contado, mas principalmente da forma como é contada, pois cada personagem possui qualidades e defeitos, caracterizando o conto comouma obra de suspense e terror.
Seu personagem sente uma angústia a qual não sabe se o corvo real, ou se é algo de sua consciência, vive num mundo de tristeza e amargura. O autor afirma solidão perante o poema e algum momento quase acredita que há uma esperança, mas tudo desfaz e retorna ao pensamento pessimista.
A linguagem do conto é erudita, pois é um conto contemporâneo substitui aestrutura clássica, rígida pela construção de um texto mais curto, com o objetivo de conduzir o leitor alem das linhas, no entanto a tradução de Fernando Pessoa do poema ‘’ O Corvo ’’ não traz ao pé da letra a tradução original, mas sim uma leitura particular mudando alguns aspectos, mas essência do poema continua a mesma.

1.1 OBJETIVOS GERAIS
O objetivo desse trabalho

2. DESENVOLVIMENTOEra meia-noite fria; e eu, débil e exausto, lia
alguns volumes de vagos saberes primordiais.
E, já quase a adormecer, ouvi lá fora um bater
como o de alguém a querer atravessar meus portais.
“É um visitante que intenta atravessar meus portais” –
pensei. – “Isto, e nada mais!”
 
Tão claramente me lembro! Era o gelo de dezembro;
e o fogo lançava – lembro – no chão manchas fantasmais.
Pelaaurora eu suspirava e nos livros procurava
esquecer a que ora errava entre as legiões celestiais –
aquela que hoje é Lenore entre as legiões celestiais,
sem nome aqui por jamais.
 
E o mover suave e magoado do ermo, roxo cortinado
me deprimia e me enchia de terrores espectrais;
de modo que eu, palpitante, calando o peito ofegante,
repetia: “É um visitante que vem cruzar meus portais,
umvisitante, somente, que vem cruzar meus portais.
Isto apenas – nada mais.”
 
Então minha alma ganhou força e não mais hesitou.
“Senhor” – eu disse – “ou senhora que lá fora me chamais.
Mas, porque eu quase dormia, mal ouvi que alguém batia,
que com sossego batia e discrição tão iguais,” –
murmurei, abrindo a porta – “que ao silêncio eram iguais.”
E vi treva, nada mais.
 
A escuridãoperquirindo, lá fiquei, tremendo, ouvindo,
sonhando, em dúvida, sonhos que mortal sonhou jamais.
Mas o silêncio insistia, e a calma nada dizia,
e a única voz que eu ouvia eram meus profundos ais
e o nome dela entre os ecos dos meus repetidos ais.
Só isto, só, nada mais.
 
Ao cômodo retornando – minha alma em mim se incendiando –,
ouvi de novo mais forte baterem aos meus umbrais.
“É alguém...
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