O conto da ilha desconhecida - jose saramago

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ – UESPI
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS – CCHL
LICENCIATURA PLENA EM LETRAS /ESPANHOL
DISCIPLINA: LITERATURA PORTUGUESA
RESENHA CRITICA
O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA - JOSE SARAMAGO
TERESINA/PIAUÍ

“Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco”.
O conto inicia com um homem do povo que foi bater à porta do rei e fazer-lhe um pedidoinusitado que movimenta todas as esferas burocráticas vigentes no palácio, queria um barco, e não um qualquer, o seu tinha que ser capaz de navegar mar afora para achar ilhas desconhecidas.O rei a princípio não atendeu a solicitação (primeiro dava ordem ao primeiro-secretário para ir saber o que queria o impetrante, este chamava o segundo-secretário, que chamava o terceiro, que mandava o primeiroajudante, que por sua vez mandava o segundo, e assim até chegar à mulher da limpeza, a qual não tinha ninguém para mandar), mas dessa vez foi diferente, o autor do pedido insistiu em permanecer na soleira da porta das petições por três dias seguidos, então o rei achou melhor sair da porta dos obséquios e ir pessoalmente resolver o assunto.
O homem que queria um barco estava determinado a alcançarseu objetivo e foi firme em responder ao rei o que queria. Aspirantes à liberalidade do trono que por ali andavam e a mulher da limpeza do palácio, espiavam este corajoso homem que deixara o rei desconcertado fazendo-o sentar-se na cadeira de palhinha da mulher da limpeza. Ninguém acreditava que havia alguma ilha desconhecida, pois todas já estavam nos mapas e pertenciam ao rei, mesmo assim,resolveram intervir a favor do homem, mais para se verem livres dele do que por solidariedade. O rei preocupado com o tempo que estava perdendo, concordou em dar-lhe o barco, mas sem a tripulação.
Assim que o homem partiu, a mulher da limpeza resolveu sair pela porta das decisões, que é raro ser usada, eseguir o homem até o porto. Ele nem desconfiava que já levava atrás de si uma tripulante. Chegando ao porto pediu que o capitão lhe desse um barco que ele respeitasse e pudesse respeitá-lo para levá-lo em busca de sua ilha desconhecida, onde nunca ninguém já tenha desembarcado e que ele reconhecerá e saberá qual é quando lá chegar. O capitão deu-lhe um barco com experiência, ainda do tempo em quetoda a gente andava a procura de ilhas desconhecidas. O homem saiu para recrutar a tripulação enquanto a mulher da limpeza cuidava da faxina do barco. O sol havia acabado de sumir no oceano quando o homem que tinha um barco voltou para o cais sozinho e cabisbaixo, pois não encontrou quem quisesse sair do sossego dos seus lares e da boa vida para se meterem em aventuras oceânicas, à procura de umimpossível. Mas o homem insistia em alcançar seu objetivo, desejava encontrar esta ilha, sabia que ela existia, assim como sabe que o mar é tenebroso, apenas não a conhecia, e quando nela estivesse sairia de si e saberia quem realmente era, porque às vezes, é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não sairmos de nós mesmos.
Os dois conversavam enquanto comiam a comida que ohomem havia trazido, depois acharam melhor irem dormir. O homem reparou na beleza da mulher da limpeza que pensava que este só tinha olhos para o barco. Naquela noite o homem ficou a imaginar se ela já dormia, depois imaginou que estava à procura dela e não a encontrava e que estavam perdidos num barco enorme. O sonho muda às proporções das coisas e a sua distância, separa as pessoas, e elas estãojuntas, reúne-as, e quase não se vêem uma à outra, a mulher dormia a poucos metros e ele não sabia como alcançá-la, quando é tão fácil ir de bombordo a estibordo.
Tinha-lhe desejado felizes sonhos, mas foi ele quem levou toda a noite sonhando. Sonhou que a sua caravela ia ao mar alto, abrindo caminho sobre as ondas, enquanto ele manejava a roda do leme e a tripulação descansava à sombra....
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