O cogito e descartes

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  • Publicado : 22 de outubro de 2012
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René Descartes foi um importante filósofo, matemático e físico francês do século XVII. Nascido na cidade de La Haye, na França no dia 31 de março de 1596, entre suas principais realizações encontram-se: Desenvolveu o Sistema de Coordenadas, também conhecido como Plano Cartesiano; Sugeriu a união entre os estudos da Álgebra e Geometria, criando assim a Geometria Analítica; e desenvolveu o MétodoCartesiano, no qual defende que só se deve considerar algo como verdadeiramente existente, caso possa ser comprovada sua existência. Descartes morreu na cidade de Estocolmo, Suécia, em 11 de fevereiro de 1650. Também fez estudos nas áreas da Epistemologia e Metafísica. Descartes é considerado o pioneiro no pensamento filosófico moderno.

Em sua primeira meditação, Descartes revela a importânciada dúvida para um ser pensante. Ele percebe, após analisar sua educação, que havia sido enganado por falsas opiniões e decide buscar novos caminhos para fundar uma nova ciência que sirva de base filosófica para o desenvolvimento do conhecimento humano. Descartes percebe que tudo que havia aprendido até o momento estava baseado pelos sentidos, porém foi por meio deles que fora enganado. Assim, ofilósofo compreendeu que confiar neles seria incorreto, então resolveu rejeitar os sentidos como possibilidade para alcançar a verdade. Descartes, analisando com mais cuidado, encontra algo que pelos sentidos o ser humano seria enganado com frequência, o sonho. Surge neste momento o primeiro grau da dúvida dos sentidos, então explica: “Sou um homem e quando durmo, no meu pensamento as mesmasrepresentações surgem de quando estou acordado, por exemplo, quantas vezes já sonhei ,dormindo nesta cama, que estava em outro lugar? Sei que acordado tenho o controle das minhas ações, porém durante o sono fui muitas vezes enganado imaginando que estaria acordado. Por conseguinte, não posso assegurar de fato se o que está acontecendo agora, se estou acordado ou dormindo neste momento.” Após colocar emdúvida as enganações possíveis dos sentidos, Descartes vai mais longe e passa a duvidar da existência de Deus, apresentando o seguinte argumento: quem pode assegurar que realmente Deus tenha criado algo de fato? Poderia existir um Deus enganador que nos fez pensar que tudo isso que acreditamos por certo, fossem apenas ilusões? Mais ainda, que esse Deus enganador tenha desejado que me engane dasoperações e formas matemáticas imaginado que estaria certo? Sobretudo, pode ser que Deus não queira que me decepcione, pois ele é bom. Nesse trabalho de encontrar uma filosofia sólida, Descartes percebe que o esforço adotado pela dúvida radical no alcance de um conhecimento seguro é árduo e trabalhoso e, isso ao mesmo tempo, provoca no filósofo retomadas para uma acomodação onde imaginava que sesentia seguro anteriormente.

E como necessidade lógica desta argumentação anterior, Descartes pode postular na segunda meditação, a existência do seu “eu”, ou seja, a existência da “coisa que pensa”. Neste sentido, o ato de duvidar, é auto evidente e dispensa qualquer formulação por vias de raciocínio dedutivo, caracterizando-se como intuição primeira e necessária: Eu sou, eu existo. É nestemomento que Descartes, cuja intenção era a de derrubar todo o edifício do conhecimento humano, principiando pelos seus alicerces, para daí, construir um novo edifício do conhecimento, indubitável e mais seguro, pode então iniciar a longa cadeia de razões que vai se constituir nos novos alicerces do conhecimento com o Cogito. Após questionar-se se apresentam outras ideias com o mesmo caráter autoevidente desta primeira, ou seja, do Cogito, visando à reconstrução do edifício do saber, pois Descartes rapidamente percebe a necessidade de sair do solipsismo em que estava encerrado, pois esta primeira certeza não é por si só, dada a sua temporalidade, capaz de possibilitar a saída para o conhecimento seguro. Descartes inicia a investigação e demonstração da existência de um Deus, pelo...
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