O caso dos exploradores de cavena

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|[pic] |INSTITUTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS |
| |CURSO DE DIREITO |
| |LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO|
| |Profª Ruth Abejdid |
| |1DIM1 / 1DIM2 / 1DIV1 / 1DIV2 − 13/03/2012 |




Aluno:..........................................................................................................................................................................

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LEITURA PARA CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO

1. EDITORIAL − Arrombe-se o Judiciário
Magistradosnem sempre falam português. Adotam como idioma, em regra, o juridiquês.
O juridiquês, esse ninguém entende. Às vezes, nem os próprios magistrados sabem ao certo o que dizem.
E por que tantos magistrados falam em juridiquês? Porque o hermetismo, a inacessibilidade de que se reveste essa linguagem de iniciados é muito cômoda, quando se pretende dizer tudo e nada ao mesmo tempo.
Alinguagem inacessível como a utilizada por tantos magistrados, em suas decisões, sentenças ou mesmo em simples e rotineiros despachos, é um viés - apenas um, dentre tantos - de um poder ainda posto sob o ferrolho, trancado, travado, que se comunica mal.
O juridiquês, quando eleito como idioma preferido de parte da magistratura, é a expressão das carrancas de um poder que precisa ser arrombado - nobom sentido.
Para ser arrombado, é preciso que se use o português - claro, direto, objetivo, sem rodeios.
O arrombamento que se menciona é uma imposição da transparência. Arrrombar o Judiciário é torná-lo acessível a controles externos, como o do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Um arrombamento dessa natureza é justamente o que vem sendo pregado pela ministra Eliana Calmon, muitoembora ela não tenha usado esse termo na cruzada que tem empreendidopela depuração do Judiciário.
A ministra é corregedora do CNJ. É de sua função corrigir, aperfeiçoar, chamar à ordem certos procedimentos condizentes com um Judiciário ainda enclausurado, que resiste em se deixar arrombar, que sente calafrios, tremores, tremeliques diante da iminência de ser bafejado pela luz do Sol, pelosraios e fulgores da transparência.
No final do ano passado, a corregedora despertou furores mil entre os integrantes de corporativismo que, como todo corporativismo que se preza, não se contenta com um arrombamento como o que a ministra tem defendido.
Ao dizer que havia bandidos por trás da toga, o mundo dos que não querem o Judiciário arrombado desabou sobre ela.
Àquela altura, aministra precisou dizer o óbvio. Disse que, ao denunciar os bandidos que se travestem de juiz, estava apenas defendendo os magistrados honestos, honrados, que compõem a esmagadora maioria da magistratura.
Agora, a ministra volta ao ringue, ou melhor, ao octógono, que é o ringue destes tempos modernos. O octógono foi armado numa audiência pública no Senado.
Diante de senadores, a ministrausou o português, a língua que muito juiz não conhece. Usando-a, fez-se entender plenamente, eis que falou objetiva e diretamente.
Disse a ministra, em português claro: “Defendo a magistratura séria, decente e que não pode ser misturada com a meia dúzia de vagabundos infiltrados na magistratura”.
Para se fazer entender mais ainda, ressaltou que há enormes dificuldades para o julgamento...
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