O capitalismo no brasil

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GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA UNESP/UNIVESP
DISCIPLINA: SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Estudo dirigido 1 sobre o texto “O capitalismo no Brasil”

Idéia principal da autora em cada uma das partes do texto
A desigualdade social é um dos mais graves problemas do Brasil ainda hoje. Isso significa dizer que a discrepância de condições de vida entre ricos e pobres é enorme, se por um lado temos umconjunto pequeno de famílias que acumulam fortunas detendo um grande percentual da riqueza gerada no país, temos um conjunto muito grande de famílias que tem uma renda tão baixa que suas condições de vida são muito precárias. O capitalismo é um sistema econômico, político e social, que implica na produção e comercialização de “mercadorias. Foi com a Revolução Industrial, que marcou o surgimento docapitalismo como sistema de organização das relações sociais no mundo, conso¬lidando o que chamamos de modernidade ou sociedade moderna.
O capitalismo inaugurou um novo tipo de trabalho: o trabalho industrial. É importante destacar que esse trabalho industrial não se referia apenas ao trabalho no interior da indús¬tria, mas um novo tipo de trabalho, uma nova organização do trabalho, seja no interiordas indústrias ou no interior de propriedades urbanas ou rurais dedicadas à produção econômica. Os trabalhadores rurais e os trabalhadores de serviços, por exemplo, tiveram modificações em suas relações de trabalho que tinham como base as relações de trabalho dos trabalhadores nas indústrias. O trabalho industrial foi, portanto, o novo modo de organização de trabalho na sociedade moderna. Essasnovas relações têm base industrial, isto é, são relações de tra¬balho em que, de um lado, encontram-se os proprietários dos meios de produção e, de outro lado, os proprietários da força de trabalho. O que nos interessa entender aqui sobre a organização do trabalho capitalista industrial não é o tipo de atividade de trabalho que exercem os sujeitos, mas sua identidade social, histórica e política. Sea industrialização nos países capitalistas determinou mudanças significativas na organização do trabalho e consolidou a burguesia industrial como classe hegemônica, por outro lado, a presença da classe trabalhadora nas sociedades contribuiu e aproveitou-se também dos processos de urbanização.
Vimos como, no Brasil, a implantação do capitalismo e a industrialização foram mais tardios. AProclamação da República em 1889 é um dos marcos do início da mudança da so-ciedade brasileira de agro-exportadora em urbano-industrial. No entanto, não podemos con siderar, como na Europa, o surgimento do capitalismo e sua consolidação via Revolução In-dustrial como um processo revolucionário, transformador. Tivemos aqui uma versão menos transformadora das relações sociais de produção e das relações depoder, uma versão mais de acomodação destas relações na perspectiva capitalista e industrial, do que revolucionária. O processo de implantação do capitalismo no Brasil, que se iniciou entre os anos de 1885 e 1930, expandiu-se até 1955, quando então ocorreu a etapa da consolidação da indús¬tria. O período inicial foi marcado pelo fim do trabalho escravo, pelo início da decadência do poder político eeconômico da bur¬guesia rural e pela imigração. Caminhando pela via colonial, conciliando novos e antigos interesses, sem exigir rupturas entre o antigo modo de produção e o modo de produção emergente, tivemos a acomodação de novas formas de produção. Isso teve algumas conseqüências de interessantes análises.
O capitalismo tem, entre seus principais eixos organizativos, a oposição entre as clas-sessociais, entre proprietários dos meios de produção e proprietários da força de trabalho, construindo uma forma de ser e de agir na sociedade. A doutrina político-social-econômica, na qual se fundamenta o capitalismo, é o libe¬ralismo. Diferentemente do que poderia sugerir as idéias “liberais” que emergem desta dou¬trina político-social-econômica referem-se essencialmente ao “direito de cada...
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