O brasil e a economia global.

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  • Publicado : 22 de agosto de 2011
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O Brasil e a Economia Global.

Baumann, Renato.

Hoje em dia, é fundamental entender a Economia e também outros setores de estudo da vida social, como Ciência, Tecnologia, Política e Educação, não mais olhando só para dentro das fronteiras do país.

E este livro, composto por treze artigos de renomadas autoridades, visa exatamente dar a fundamentação teórica necessária para oestudo do fenômeno que se costuma denominar como Mundo Globalizado, e foi organizado por Renato Baumann, na ocasião, como presidente da SOBEET – Sociedade Brasileira de Estudo de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica.

A obra é dividida em duas partes. A primeira é integrar o leitor ao assunto, particularmente ao conceito de Globalização, enquanto que a segunda trataobjetivamente da contextualização da forma como o Brasil se enquadra no mundo globalizado.

O livro começa com o relato do sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso sobre quadro que marcou o fim da Guerra Fria, na qual o capitalismo norte-americano venceu o marxismo soviético. Nesta conjuntura, não cabe mais o discurso vago por um mundo mais justo, pois perspectivas bemmais alarmantes que a injustiça do capitalismo surgiram: as questões globais, ligadas ao meio ambiente e o perigo bélico e nuclear. Surge então a maior integração entre os países, que só atingirá às nações que estiverem mais bem preparadas (infraestrutura, Educação, Ciência e Tecnologia são fundamentais aos países que intencionarem um papel importante no mundo globalizado).

O ex-ministrodas Relações Exteriores, Celso Amorim, faz seu discurso apontando que representado por nações e grupos fundamentalistas, cuja paz poderia ser atingida através do respeito e do compromisso das nações melhor posicionadas no quadro político-econômico para apoiar as menos favorecidas e gerar a estas melhor qualidade de vida. O ex-ministro aborda a criação de institutos para regulamentar setoresglobalmente, como a Segurança e a Economia, mas atenta para o fato de que nações com maior destaque político foram favorecidas na gestão, enquanto que outras emergentes e líderes de blocos econômicos não têm poder de decisão. É aí que surge a necessidade da criação de blocos como o Mercosul – Mercado Comum da América do Sul – para dar poder a um grupo de países mais fracos politicamente negociar seusinteresses no quadro global. Soma-se a isso o fato de que as ONGs não têm poder de fazer política, mas têm um importante papel para mobilizar pessoas e nações frente a um objetivo global.

Renato Baumann nota que a globalização homogeneizou a estrutura de oferta ao longo do mundo, através de um crescimento na demanda pela maioria dos produtos. Este quadro reduz a autonomia institucional dopaís, que não pode planejar sua política econômica pensando apenas no ambiente interno. Com a globalização, aumenta o peso da ação de agentes econômicos individuais, que precisam buscar uma melhor flexibilidade no atendimento a demandas das mais variadas, tendo para tanto que buscar relações sólidas com fornecedores, conhecimento e criatividade por parte de sua força de trabalho e acesso àsmelhores tecnologias implantadas naquele setor.

Viviane Ventura Dias, chefe da Unidade de Comércio Internacional da CEPAL, trata da forma como os Estados Unidos, em maior escala, e outros países com forte poder político, dividem mercados entre si e obrigam outras nações a se adequarem às suas legislações e práticas para terem acesso a negócios com esta superpotência, o que fere princípios deigualdade de condições acordada com o advento da OMC – Ordem Mundial do Comércio. Para a autora, não há como o Brasil proteger-se da arbitrariedade norte-americana, e o mesmo vale para outros países de desenvolvimento médio, a menos que seja melhor administrado, com um Governo que invista em infraestrutura, Educação e melhor aparato de Comunicações, vencendo ainda problemas internos de ausência de...
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