O ateneu

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INSTITUTO MOREIRA NECHO
O Portal Brasileiro da Cultura e Comunicação
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A Luta pela Cultura
Prezado(a) amigo(a):
E-books... Esta não é, certamente, a primeira ‘cruzada’ que se faz em nome da
Cultura, mas esperamos, do fundo do coração, que não seja a última, pois é através
dela, da Cultura, que os povos transformaram a natureza, e, sobretudo, se
transformaram.
Nestaépoca de mudanças, a primeira e mais valiosa transformação a ser feita é a de
nós mesmos, de nossas almas, o que somente se torna alcançável por meio da
Cultura, que é, em última análise, um instrumento de libertação, especialmente em ambientes como o nosso,
marcados pelo manipular dos meios de comunicação, tão alienantes. Assim, nada mais nos resta senão pedirlhe que se una a nós, nesta Lutapela Cultura...

Iran P. Moreira Necho

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C URSO DE ORATÓRIA COM ÊNFASE EM
A RGUMENTAÇÃO


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O Ateneu
Raul Pompéia

I
"Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta."
Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões
de criança educadaexoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico,
diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos
um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura à
impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um
novo clima rigoroso. Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita,dos felizes tempos;
como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido
outrora e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam.
Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam,
a saudade dos dias que correram como melhores. Bem considerando, a atualidade é a
mesma em todas as datas. Feita a compensação dosdesejos que variam, das aspirações que
se transformam, alentadas perpetuamente do mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica
de esperanças, a atualidade é uma. Sob a coloração cambiante das horas, um pouco de ouro
mais pela manhã, um pouco mais de púrpura ao crepúsculo — a paisagem é a mesma de
cada lado beirando a estrada da vida.
Eu tinha onze anos.
Freqüentara como externo, durante algunsmeses, uma escola familiar do Caminho
Novo, onde algumas senhoras inglesas, sob a direção do pai, distribuíam educação à
infância como melhor lhes parecia. Entrava às nove horas, timidamente, ignorando as lições
com a maior regularidade, e bocejava até às duas, torcendo-me de insipidez sobre os
carcomidos bancos que o colégio comprara, de pinho e usados, lustrosos do contato da
malandragem de nãosei quantas gerações de pequenos. Ao meio-dia, davam-nos pão com
manteiga. Esta recordação gulosa é o que mais pronunciadamente me ficou dos meses de
externato; com a lembrança de alguns companheiros — um que gostava de fazer rir à aula,
espécie interessante de mono louro, arrepiado, vivendo a morder, nas costas da mão

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