O andar no espirito

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NOME: Camila Santos de Oliveira, Nº: 06
TURMA: ADM3C.


OS BAKONGOS (ANGOLA)


A formação étnica de Angola iniciou-se a partir da migração dos bantos, povos que falam as línguas bantu, comum na África Oriental, Central e Meridional cujo termo singular é muntu, que significa homem. Segundo o historiador Ralph Delgado, quando os portugueses chegaram ao estuário do Rio Congo, os povos bantosjá se encontravam ali em diversos reinos. No entanto, a história desta população da África Negra só começou a ser decifrada a partir do século XIX, quando o mapa do continente negro foi discutido intensamente na Conferência de Berlim.
A penetração dos portugueses nos seus territórios teve início no reino dos bakongos, atual Zaire, província da Angola. Dentro da visão dos portugueses já haviauma consciência de que a conquista deste território não seria fácil, porque os bakongos, antes da chegada do colonizador, já dominavam técnicas da metalurgia, transformando ferro em instrumentos de guerra, conseguindo assim hegemonia territorial sobre os outros reinos próximos ao seu Estado.
O navegador português Paulo Dias Novaes chegou à barra do Cuanza, apesar de Diogo Cão ter sido odescobridor. Durante os anos que Paulo Novaes passou nas terras angolanas, pôde ver bem em que condições poderia fazer a ocupação e a colonização portuguesa. Dentre as informações colhidas sobressai uma, que dizia respeito às minas de prata do Cambambe.
Paulo Novaes na visita que fez ao reino conseguiu despertar interesses do soberano por aquelas terras. Ele deixou a impressão à coroa portuguesa de quepoderia fazer em Angola uma colonização agrícola fácil, semelhante à do Brasil. Soube ver o perigo das outras européias, que começavam a olhar com cobiça para as terras. Como o Brasil, Angola teve o seu período pré-colonial, quando os interesses da coroa portuguesa ficaram voltados para outros territórios em virtude das condições mercadológicas do século XVI.
Não poderia ser diferente a formaadotada pelos portugueses na ocupação e colonização de Angola, adotando o sistema de capitanias. A diferença é que a capitania foi atribuída ao próprio Paulo Dias de Novaes.Tinha trinta e cinco léguas de Costa, começando a contar da foz do Rio Cuanza para Sul. No interior podia entrar até onde fosse possível, recebendo ainda outras doações, que poderia escolher sob três condições: deveriam serrepartidas em quatro partes; entre cada uma delas haveria pelo menos um espaço de duas léguas; sendo aproveitadas no prazo máximo de vinte anos a contar da data da posse. O capitão Paulo Dias de Novaes tinha obrigações como:
1º - defender, povoar e cultivar a terra, sem qualquer custo à coroa portuguesa;
2º - construir três fortalezas nas terras do domínio real;
3º - explorar toda a costa ocidental daÁfrica desde o Rio Cuanza até ao Cabo da Boa Esperança.
O donatário ficava, contudo, com uma larga margem de benefícios, porém sem qualquer recurso da coroa. Nestas condições o mercado escravocrata foi uma opção rentável, além da utilização de todos os recursos dos rios e portos que nestas terras houvesse. Enfim, era um plano de colonização. Procurava-se evitar em Angola os erros cometidos noBrasil, aproveitando a experiência adquirida para os futuros indígenas nas terras de Angola. Apesar de todo o planejamento o "rei de Angola não se mostrou tão fiel aliado dos portugueses como o rei do Congo." (Santos, 1967:35).Reagindo a invasão, os sobas e os reinos dominados, iniciaram uma série de revoltas.
As mais importantes revoltas ocorreram no sobado da Kisama, e no sobado dos Dembos queprotegiam grupos de escravos fugitivos, do Ndongo, da Matamba, do Kongo, de Kasanje, do Kuvale e do Planalto Central. Das pequenas revoltas, que foram apagadas na história dos vencedores, algumas permaneceram como testemunho da resistência, mostrando que as revoltas nunca cessaram na extensa capitania de Paulo Dias Novaes.
1ª - A Revolta de 1570: foi liderada pelo carismático "Bula Matadi", um...
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