A quarta onda - mais uma revolução global

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  • Publicado : 26 de abril de 2013
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A Quarta Onda
Há alguns anos atrás Alvin Toffler, anunciou a Terceira Onda, com o lançamento de um livro com esse nome, completado por "Choque do Futuro".
Prenunciou a sociedade do conhecimento, então emergente, que se concretizou, parcialmente, e que foi aproveitada pela China e pela Índia, para obterem sucessivos e elevados crescimentos econômicos.
A China pela industrialização de todos osprodutos requeridos pela Sociedade da Informação, contrariando as previsões de Toffler de que os serviços substituiriam largamente a indústria.
A tecnologia da informação está embutida nos produtos e foi ela quem propiciou o grande aumento da demanda e fez a China a voltar a ser uma grande potência industrial. A indústria mundial se renovou; concentrada na China.
Estava certo em relação aos EUA,mas não previu que a indústria se renovaria, incorporando a tecnologia da informação. E, ao contrário, do que previa, a metalurgia - baseada em minérios - não decaiu, mas prosperou enormemente.
A China, como base produtora, já está entre as maiores do mundo, baseada na produção industrial e não nos serviços.
A Terceira Onda não é dos serviços, mas da informação. Também não alcançou o estágio dese transformar na sociedade do conhecimento, pois essa ainda não aprendeu a absorver as montanhas de informações que passaram a ficar disponíveis. Mesmo a web 2.0 caracteriza uma sociedade da informação e não do conhecimento, que é algo muito mais ampla e complexa.
Já a Índia cumpriu o previsto por Toffler e fez dos serviços da tecnologia da informação a grande alavanca do seu crescimento.
OBrasil não soube aproveitar as oportunidades da Terceira Onda - aparentemente - por não ter percebido que a onda era mundial, e para ter os ganhos com ela, precisava se inserir mais amplamente no mercado global.
Agora estamos diante da QUARTA ONDA.
Uma onda que retoma à primeira, para refazer o caminho. A primeira onda é extrativa.
A quarta onda retorna à natureza para recomeçar a extração dosprodutos da natureza, em outras bases, as da chamada sustentabilidade.
Agora com a paranoia, beirando à histeria ambiental, os consumidores começam a qualificar o seu consumo, buscando avaliar o impacto do mesmo sobre o aquecimento global.
Diversamente da terceira onda, marcada pela profusão de produtos novos, industriais e não apenas de serviços, a quarta onda terá menos produtos inusitados,inéditos, mas a transformação de produtos tradicionais com características diferenciadas.
A base, diversamente da Terceira Onda - sustentada pela Tecnologia da Informação - será a manipulação molecular, caracterizadas como biotecnologia e nanotecnologia.
Ambas buscam a transformação dos elementos encontrados na natureza.
Os alimentos transgênicos podem ser tomados como paradigmas da Quarta Onda. Umacamiseta esportiva que absorve a transpiração do corpo, mantendo-se seca é apenas um velho produto, com carcaterística novas e adicionais.
As ondas não vão se caracterizar pela tradicional divisão entre agricultura, indústria e serviços, mas pelos níveis de transformação dos produtos naturais em bens de consumo final e pelas mudanças de uso pela humanidade.
É na mudança de uso dos combustíveisde base fóssil pelo de base biológica e renovável que estará um dos pilares da Quarta Onda.
Não será apenas a substituição parcial da gasolina ou do diesel pelo etanol ou pelo biodiesel. Será uma mudança na concepção do consumidor, onde o impacto ambiental terá um valor maior (positivo ou negativo).
Um impacto de percepção, mas que terá grande influência na decisão individual de cada consumidor,mas no conjunto irá mudar a configuração do mundo.
Nesse novo mundo, o Brasil tem mais pontos fortes que fracos, ao contrário da China.
Postado por gilberto tedeia às 09:48:00 domingo, 22 de abril de 2007

http://praticaradical.blogspot.com/2007/04/quarta-onda.html
Em 1980, A Terceira Onda propagou pelos quatro cantos a teoria que divide a historia em três ondas de mudança – a agrícola, a...
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