A profecia durante a monarquia

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josé Paulo arimatéia de tarso

RESUMO DO ARTIGO:
A PROFECIA DURANTE A MONARQUIA.

TRABALHO ACADÊMICO APRESENTADO COMO EXIGÊNCIA PARCIAL PARA A CONCLUSÃO DO GRAU DE BACHAREL EM TEOLOGIA, AO PROF. DR. EDEMIR ANTUNES FILHO, DA DISCIPLINA METODOLOGIA DE PESQUISA CIENTÍFICA, 1º ANO, 1º SEMESTRE, CURSO VESPERTINO, DO INSTITUTO BETEL DE ENSINO SUPERIOR – IBES.Instituto Betel de Ensino Superior
São Paulo — Março de 2012


SCHWANTES, Milton. A profecia durante a monarquia. In: Curso de verão – Ano II, São Paulo: Paulinas, 1988, p. 15-33.

Resumo

A missão profética tem sua hora. Sua atuação é concreta. Sua atuação está relacionada a certo momento, a certos passos, a certa estrutura. Não é o discurso genérico que o caracteriza; nem elessão os defensores de “doutrinarismos”. Eles são intérpretes da história; são leitores da vida do povo.




Tempo dos profetas bíblicos



A hora dos profetas é, pois, o tempo dos reis. A profecia é contemporânea à monarquia. A partir daí já se pode dizer que os profetas exigem ser lidos e interpretados em uma ótica política. A perspectiva pública lhes é inerente.


Ahistória dos profetas abarca alguns séculos: inicia no século 11 e se estende até o século 6. Nos tempos pós exílicos, cessa a atividade dos profetas. Os que atuam, como Ageu e Zacarias, têm a ver com o intento de restaurar o davidismo, uma atividade da profecia pré-exílica.



Profetas: questões literárias


Na Bíblia Hebraica, a segunda parte de seus escritos é conhecida pelonome de nebi`im, (plural de nabi`, profeta). Eis a relação dos livros que compõem esta segunda divisão:


A. Profetas anteriores ou profetas pré-literários

Josué
Juízes
1 Samuel
2 Samuel
1 Reis
2 Reis

Segundo uma tradição, o nome “profetas anteriores” quer dizer que esses livros foram compostospelos seguintes profetas:

Josué escreveu o livro de Josué;
Samuel escreveu o livro de Juízes e os dois de Samuel;
Jeremias escreveu os livros de Reis.

Na verdade, os estudiosos nunca levaram a sério essa tradição. Porém, ao analisar a linguagem e conteúdos teológicos desses seis livros, Martin Noth (1902-1968)publicou uma teoria que tem sido plenamente aceita, de que o livro de Deuteronômio é uma espécie de preâmbulo aos livros históricos (Josué a 2 Reis). Por essa razão, esse bloco de livros tem sido denominado “Obra Historiográfica Deuteronomista” (OHDt). Todavia, isso não responde a dúvida sobre o nome “profetas anteriores”.


Para responder esta questão, lembro que há duas temáticas queocorrem com freqüência nesse bloco de livros, conhecido como “profetas anteriores”.

(1) A OHD ressalta quatro etapas da história de Israel:

- O discurso de Moisés (Dt 32-33).
- A conquista da terra (Josué).
- A organização do povo em tribos (Juízes).
- A monarquia em Israel (Samuel e Reis).

O complexoliterário e teológico dessas obras deve ser visto a partir da vida e obra de Moisés. Portanto, o seu pronunciamento lhe dá o respaldo para ser chamado de profeta (Lc 24,25-27; At 3,22), e, conseqüentemente, os livros que dão prosseguimento à obra de Moisés recebem a legitimidade profética.


(2) Conversão. O apelo à conversão é um tema que passa a fazer parte da preocupação dos autores daOHD (Dt 10,16; Js 24,23). A freqüência deste tema é abundante nos “profetas posteriores” (Is 1,17; Os 5,4-9; Am 4,6-11; 5,14-15).


(3) Combate à idolatria. Os livros que compõem a OHD comunicam a denúncia do perigo do povo ser seduzido pelos cultos pagãos do baalismo (Dt 4,15,-20; Jz 2,1-5; 1Rs 11,1-13; 2Rs 17,7-23).


(4) A defesa da justiça e dos pobres. Os livros da OHD...
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