A obra juridica por aristoteles

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  • Publicado : 20 de abril de 2013
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Inicialmente iremos retratar Aristóteles, autor da obra em questão, e grande filosofo grego, visto como um dos pensadores mais importantes da história e fundador da filosofia ocidental e aluno de Platão, suas investigações filosóficas deram inicio a diversas áreas de conhecimento como zoologia, biologia, ciências políticas entre outras, geralmente não chegava a conclusão de seus pensamentos,criava hipóteses que poderiam ser repensadas ao longo do tempo, suas obras figuram até hoje como fundamentais para o entendimento de varias disciplinas, o direito, objetivo de nosso estudo, é uma delas, partindo deste pressuposto iremos analisar o livro a obra jurídica, de sua autoria, que tem como ponto inicial a discussão sobre conceitos de justiça ligados a vida em sociedade. De acordo comAristóteles justiça seria um estado de caráter que nos permite realizar coisas integras, agir imparcialmente e desejar o que é justo e correto para nós e para nossos próximos, tratar o igual como igual e os desiguais conforme suas desigualdades também faz parte dos ideais de justiça segundo o autor. Aristóteles propõe os conceitos do justo e do injusto, e um se contrapõe ao outro, o justo, ligado aosprincípios da igualdade e da legalidade, é o que segue a lei e o que se baseia no principio da equidade, termo que corresponde a adaptação da lei a casos específicos a fim de torná-la mais justa, é uma maneira de se aplicar a lei de uma forma mais igualitária para ambas as partes, já o injusto, que é o desigual e ilegal, é o que viola a lei, o cúpido – considerado o ávido, o ambicioso. Para Aristótelesa justiça é uma virtude perfeita e a mais importante do homem, porque quem a detém pode usá-la em favor dos outros ao invés de usar em beneficio exclusivo de si próprio, portanto a virtude, presente no caráter do ser humano, é considerada um bem pertencente ao outro e o justo é o que mostra as virtudes de seu próximo. O autor apresenta em sua obra algumas ramificações do conceito de justiça, umadelas, a distributiva, como o próprio nome já diz, consiste na distribuição de bens ou honrarias de acordo com os méritos de cada um, esta é considerada a mais importante, pois mantém a harmonia na sociedade, baseia-se numa igualdade geométrica evitando que um se torne “muito grande” e outro se torne “muito pequeno”. Outro modelo de justiça é a corretiva, que se encontra nas relações mutuas e quepodem se realizar em pleno acordo ou contra a vontade de uma das partes, neste caso não se trata das ligações do individuo com a comunidade e sim das relações interpessoais, neste modelo aparece a figura do juiz, que é quem implantará a justiça de maneira intermediaria entre o “ganhador” e o “perdedor”, deixa-se de lado então a igualdade geométrica, proposta no primeiro modelo, e passa-se a adotara igualdade aritmética baseada no intermédio entre o maior e o menor. Em outro momento Aristóteles estabelece a relação de justiça com reciprocidade e alega que o justo e o recíproco se contradizem, pois o recíproco é um justo que acredita na justiça verdadeira baseada na reciprocidade e não na igualdade rigorosa, dá-se o exemplo da obra, fundamentada na comparação de um sapateiro e um arquiteto,neste caso, afirma que o trabalho de um não pode ter o mesmo valor do trabalho do outro, pois, são ambientes diferentes, entra então a figura do dinheiro, que, de acordo com Aristóteles, é visto como um meio termo, e, voltando ao exemplo passado, mede quantos sapatos são necessários para compensar o trabalho do arquiteto. A justiça política também esta presente no texto e só acontece entre pessoaslivres e

iguais e neste conceito a noção de justo esta presente nas pessoas cujas relações são reguladas por uma lei, considera-se o magistrado como guardião do justo, neste modelo de justiça as pessoas tem direitos iguais e podem tanto governar como serem governadas. Nos vários conceitos apresentados entende-se que a única forma de ser justo ou injusto é se a ação for de plena vontade, e...
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