A lei e o jaleco

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  • Publicado : 19 de setembro de 2012
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É comum ver nas ruas profissionais da área de saúde andando com jaleco branco com a maior pretensão e a menor preocupação com o risco que a peça de roupa pode oferecer para outras pessoas. Pretensão porque, em muitos casos, sentem-se importantes pelo simples fato de estarem de branco e até passam um certo ar de arrogância. Mas ignoram ou passam por cima do fato de que essas roupas podem exalarinfecção hospitalar. E a população, que não está nem um pouco interessada no ego desses profissionais de saúde, pode ser prejudicada. Mas, graças a um tecido desenvolvido por pesquisadores brasileiros, o risco da infecção hospitalar pode ser reduzido mesmo que esses profissionais insistam em usar jalecos nas ruas. Como o estudo foi feito no Brasil, a confecção pode do pano pode sair mais barata doque os importados já existentes no mercado. O jaleco é usado por profissionais da área da saúde para protegê-los da contaminação dos ambientes em que geralmente trabalham como hospitais e laboratórios, por exemplo. Assim, apenas devem ser usados nesses lugares. Quando eles se ausentam dos locais, a primeira atitude a ser tomada é tirar essa vestimenta e colocá-la em um saco plástico. A roupa vai,então, para a lavagem. Apesar de a atitude correta ser essa, é comum, principalmente próximos a hospitais e outros centros de saúde, profissionais circulando tranqüilamente com seus jalecos que foram usados no ambiente contaminado. Assim, em vez de serem profissionais que promovam saúde, acabam virando pessoas que contribuem para a disseminação das doenças. O curioso nesta situação é que justamenteo jaleco, que é uma das principais peças do equipamento de proteção individual acaba se tornando um material que contamina outros ambientes. Só para se ter uma idéia da seriedade do problema, nem nas cantinas dos próprios hospitais as pessoas devem circular com o jaleco.
Atualmente, há tecidos antibacterianos que são usados em muitas situações como, por exemplo, na confecção de uniformesesportivos. Os tecidos impedem a proliferação das bactérias e dessa forma evita que a pessoa produza odores desagradáveis. Além disso, esses tecidos têm várias utilidades. Eles podem ser usados até no auxílio da cicatrização de feridas quando ficam em contato com a pele. Porém, o que é novidade na pesquisa que foi realizada no Brasil é que os pesquisadores conseguiram obter esse tecido utilizando um tipode fungo, o que é inédito no mundo. O estudo que foi feito por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da UMC (Universidade de Mogi das Cruzes) foi publicado, na edição do mês de junho, no periódico americano Journal of Biomedical Nanotechnology. O estudo contribui para que hospitais, laboratórios e até empresas invistam na confecção do tecido e os custos podem ser menoresdo que os de uniformes esportivos importados. Assim, profissionais da saúde poderão evitar a proliferação de doenças mesmo se insistirem em cometer a gafe de andar com os jalecos fora do ambiente de trabalho. Contudo, não adianta imaginar que isso só irá resolver o problema das infecções hospitalares no Brasil. Muitas outras medidas precisam ser tomadas para tentar diminuir esse risco que éextremamente preocupante. Por ano, morrem 45 mil pessoas no país por causa de infecções hospitalares e isso gera um gasto anual para o governo. Outra medida que pode evitar e ajudar a reduzir muito essa condição é o simples ato de lavar as mãos com água e sabão depois de atender cada um dos pacientes. Por incrível que pareça, tem muitos profissionais na área da saúde que trabalham sem a menor idéia dehigiene corporal.
Arlindo Aburad é dentista e doutor em Patologia Bucal pela USP e Patologista Bucal do CEOPE - Centro Estadual de Odontologia Para Pacientes Especiais.
Lei proíbe uso de jalecos e instrumentos fora de hospitais

Na edição 129 do Jornal Oficial de Mossoró (JOM), publicada no dia 13 de janeiro, a prefeita Maria de Fátima Rosado (DEM) sancionou a Lei nº 2.830/2012, que dispõe...
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