A influncia da cultura no desiquilibrio do genero o caso do sensap

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ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO 2
2 QUADRO TEÓRICO CONCEPTUAL ...........................................................................5
3. A INFLUÊNCIA CULTURAL NO DESEQUILÍBRIO DO GÉNERO NO SECTOR OPERATIVO DO SERVIÇO NACIONAL DE SALVAÇÃO PÚBLICA 7
3.1. SERVIÇO NACIONAL DE SALVAÇÃO PÚBLICA (SENSAP) 7
3.2. AMOSTRA E COLECTA DE DADOS 8
3.3. ANÁLISE DOS DADOS 9
4. CONCLUSÃO 10
5. REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS 11














1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho, subordinado ao tema Desequilíbrio do Género no Sector Operativo do Serviço Nacional de Salvação Pública, pretende analisar a problemática do desequilíbrio do género neste sector de actividade do SENSAP, sob ponto de vista da influência do preconceito cultural da divisão do trabalho com base no género, prática que nassociedades patrilineares parte da educação familiar.
Vários autores se debruçaram sobre a problemática do desequilíbrio do género em algumas profissões ou ocupações profissionais como sendo derivado de preconceitos culturais ou da socialização dos indivíduos. Entre estes autores encontramos Marques e Lacerda (2008, pp. 7 - 8), que na sua asserção, o sexo de pertença fundamenta a construção eperpetuação de um preconceito de que há trabalhos masculinos e femininos. Para estes autores, todas as sociedades se esforçam para que, desde a infância, os seus membros internalizem os seus preconceitos colectivos que lhes permitem auto-regularem os seus comportamentos, seguindo os parâmetros considerados desejáveis. A socialização do género, faz parte desse processo de socialização e consiste,essencialmente na aprendizagem contínua das normas, de modo a que os comportamentos individuais se orientem, com rigor pelos padrões associados ao sexo de pertença.
Acrescentam ainda estes autores que, os modos de organização da família no que respeita as ocupações domésticas, constituem-se como um dos domínios em que a ideologia de género se expressa, neste caso em contexto privado. Para eles, oscritérios de divisão de tarefas domésticas apesar de alguns sinais de mudança nas últimas décadas, continuam a ser claramente baseados no género, com uma nítida desvantagem para o sexo feminino (Marques e Lacerda, 2008, p. 14).
Concluem estes autores que a representação social acerca dos sexos influencia e determina a competência e a estruturação de tarefas, como sejam o cuidado da casa, crianças, aalimentação, os aspectos financeiros, entre outros. (Marques e Lacerda, 2008, p. 14).
Marques e Lacerda (2008, p. 15), tomando como referencia, um estudo realizado na sociedade portuguesa, afirmam que a norma igualitária quanto a divisão de trabalho doméstico está perfeitamente integrada nas mulheres portuguesas. Mas, num contexto temporal em que predominam os casais em que ambos os cônjuges têmum trabalho remunerado (cerca de 70%), mais de metade das tarefas domésticas ainda são, em termos objectivos, desempenhadas apenas pelas mulheres.
Assim, partindo de uma base doméstica da divisão de trabalho com base no género, o universo das profissões não é imune aos fenómenos do género e, como tal, é um domínio que tem merecido uma atenção imensa por parte dos investigadores e dos decisorespolíticos. A atribuição de tarefas e responsabilidades, o investimento na escolaridade e atribuição de profissões a cada um dos sexos continuam bastante marcados, apesar da aparente mudança social. Em termos tendenciais e sobre um olhar mais atento e profundo, sem subestimar os casos isolados, de sucesso, a divisão social de trabalho com base no sexo, apenas tem sido superficialmente alterada (Marquese Lacerda, 2008, pp. 14 - 19).
Para estes autores, se a sociedade tende a proceder a divisão do trabalho com base no género, as organizações evidenciarão elementos dessa divisão de trabalho. Assim, uma organização, ou qualquer outra unidade em análise, é organizada com base no género quando as vantagens e desvantagens, exploração e controlo, acção e emoção, pensamento e identidade, são...
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