A essencia da ciencia

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  • Publicado : 16 de junho de 2011
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A ESSÊNCIA DA CIÊNCIA

No sentindo mais rico, mais essencial e esclarecedor não é possível distinguir logicamente “ciência” de “saber” ou de “conhecimento”, bem como todos estes termos e as realidades que designam do mesmo ato lógico próprio do homem, isto é, da sua mesma vida.
Assim, há ciência desde que haja o ser humano; concretizando, desde a mais frustrante noção do ato, a mais formal eformalizada teoria cientifica, etc., estamos diante desta forma genérica, universalmente necessária à espécie humana, verdadeiramente transcendental, portanto, de ciência. Não há homem sem ciência qualquer e todo homem em sua lógica é a mesma ciência entendida em sentido amplo.
O homem é um ser semântico. Vive de significados. Uma vida sem significados e sem significado não seria humano nem sobreela poderia haver qualquer discurso. O homem é coincidência com o significado que o habita: despertar todas as manhãs, é imediatamente situar-se no significado, ou, então, em absoluto, não há despertar algum.
O homem só é homem quando sabe que é homem. Quando saboreia a sua diferença própria e auto criadora. E o que ele é, é o ser que significa, o ser que vive, num mundo que já não é o da puramaterialidade, mas o do significado, do sabor humanamente diferenciado da realidade: o seu saber próprio, humano. Conhecer, saber, ter ciência, ser ciência é aprender o significado da realidade, seja a que nível for. É transformar a pura matéria dos dados brutos da natureza em elementos integrantes de algo de muito diferente daquela matéria, em algo de não material, apesar de ter base na matéria.Nos tempos atuais, dificilmente haverá algo que passe por ciência sem que apresente medidas concretas.
O trabalho da ciência é literalmente constituir o mundo como sentido, verdadeiramente cria-lo especulativamente na forma do sentido, salvando, não um mundo que já esta aí, mas perdido, antes como que arracando-o ao estatuto de mera possibilidade de inteligibilidade, por meio de um ato deinteligência, sem o que a possibilidade ontológica relativa ao homem desse mesmo ato é reduzida a nada: a ciência salva “as coisas” do nada – é esta a sua importância.

INGRATIDÃO, TRAIÇÃO, GRATIDÃO E RECONHECIMENTO



Versos Íntimos
Augusto dos Anjos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tuaúltima quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedrejaessa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Voltaire tem uma obra maravilhosa que é o “Ensaio sobre os costumes” que diz que o ser humano acaba tendo um comportamento muito repetido, o que chamamos de costumes, e os vícios e as más tendências refletem em nossas ações e tudo vai depender de uma nova conduta, da propria educação, de uma nova orientação que a pessoa vai ter paraadquirir uma nova postura diante daquilo que ele faz, na questão da ingratidão o ser humano acaba repetindo aquilo que é comum para ele, o que é comum de se ver, porque até então não foi dada para ele nenhuma orientação do que é ser grato, ele vive na ingratidão porque é só da ingratidão que ele sabe, se tambem vive num mundo de traição, se não importa em ter atitudes que reflitam a traiçao, ele fazisso porque não teve uma orientação que pudesse valorizar a fidelidade, o respeito, essa é a questão do costume.
A pessoa que vê no médico um salvador ou um nada já que ele não foi capaz de curar é porque não tem orientação daquilo que possa ser diferente, das possibilidades da medicina, ele ve que o médico tem que saber tudo, mas isso esta dentro de conceitos individuais que na filosofia...
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