A encantadora de baleias

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  • Publicado : 24 de fevereiro de 2013
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ASSUNTO
Relações familiares, afetivas e sociais, cultura.
Neozelandês. Ao adaptar o livro baseado em uma lenda dos Maoris, a diretora conseguiu unir de maneira irrepreensível conflitos familiares, choque entre gerações e, especialmente, a luta de uma pessoa para mostrar que é forte o suficiente para enfrentar as regras estabelecidas. Encantadora de Baleia é um filme que utiliza as tradições deum povo para nos apresentar o belo drama de uma garota de 11 anos que tem que lutar contra o descrédito de seu avô e, ao mesmo tempo, conseguir um modo de impedir que sua comunidade fique cada vez mais desunida. É estranho percebermos que Paikea luta contra as tradições que a mantém à margem da sociedade para tentar salvar estas mesmas tradições. Dolorosamente ciente de ter quebrado a linha desucessão desejada - "meu irmão gêmeo morreu, e eu não", diz ela -, Pai tira incentivo e bom senso de sua avó, uma personalidade forte. A decepção de Koro começa com seus filhos. A geração de seus filhos é preguiçosa e se sente deslocada. Os garotos cresceram e viraram pais semi-ausentes. O pai de Paikea, que aprendeu a escultura tradicional dos maoris e virou artista plástico com carreira naAlemanha, se vê dividido entre duas culturas. Seu bem humorado irmão, Rawiri (Grant Noa), cresceu gordo e preguiçoso. Determinado a encontrar um novo líder para seu povo, Koro começa a ensinar a garotos da aldeia o que é preciso para ser guerreiro. Quando os pais dos meninos observam seus filhos cantando os cantos tradicionais, eles mostram sentirem-se ao mesmo tempo orgulhosos e envergonhados. Os atoresdeixam isso claro sem qualquer diálogo. O que move a história é uma conexão profunda com a terra e o mar. Este, alternadamente azul turquesa e cinza, é um personagem essencial na história, assim como o são as baleias que se comunicam com Paikea. O grande conflito nasce do amor genuíno que a criança sente pelo avô. Rejeitada de todas as formas (o desinteresse do velho pela criança transforma-segradualmente em hostilidade aberta), Paikea vai tentar, de todas as formas, atrair a atenção do avô. Enquanto isso, o filme busca discutir assuntos mais nobres: menos a noção de família, e mais a maneira como os costumes ocidentais corrompem a pureza das comunidades mais primitivas.
Diversas questões são levantadas durante o filme. Sem dúvida a que mais chama atenção inicialmente diz respeitoexatamente ao drama dos povos tribais. Estes temem perder os laços e a continuidade de sua cultura em um mundo cada vez mais consumista, individualista e globalizado. Mas o que significa manter as tradições? É mantê-las de forma inalterada, como a milhares de anos atrás, apenas porque “sempre foi assim”, e correr o risco de perder a sua verdadeira razão de ser, ou dar continuidade a ela com pequenasalterações, mas mantendo sua essência, significado e importância? O conflito central do filme é exatamente esse. Koro defendia sem perceber a permanência das alegorias, enquanto Pai almejava a continuidade da tradição. Mas as verdadeiras questões por trás do filme não dizem respeito exclusivamente aos maoris: são universais. Trata-se do processo de se aprender a viver, de se ter esperanças de diasmelhores e de que sempre é possível recomeçar quando não esquecemos de quem somos e de que não estamos sozinhos. É isso que Pai traz a seu povo: uma nova chance de continuar e prosperar. A aldeia da menina é um lugar decadente e quase estéril no começo da película. Graças a Pai o lugar ganha um ar novo, como um jardim antes morto que agora tem grandes possibilidades de gerar novas e belas flores.Não que física e economicamente a aldeia mude num passe de mágica, mas o que muda é a perspectiva daqueles que ali vivem. Encantadora de Baleias é, enfim, uma sábia e belíssima fábula. Leia mais clicando aqui
SINOPSE
Os Whangara vivem, há mais de mil anos, numa bela e modesta vila na costa leste da ilha. Conta a lenda que um semi-Deus ancestral, de nome Paikea, chegou ali montado numa baleia....
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