A arte na roma antiga

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  • Publicado : 31 de março de 2013
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uma estrutura utilitária, com três ordens de arcos sobrepostos, a fim de sustentarem os assentos do
vasto anfiteatro interior. Mas, na frente desses arcos, o arquiteto romano colocou uma espécie de
cortina de formas gregas. Com efeito, aplicou todos os três estilos de construção usados para os
templos gregos. O andar térreo é uma variação do estilo dórico, sendo conservados inclusive asmétopes e os tríglifos; o segundo andar é jônico, e o terceiro e O quarto são meias colunas coríntias.
Essa combinação de estruturas romanas com formas ou "ordens" gregas teve uma enorme influência
nos arquitetos subseqüentes. Se passarmos os olhos pelas nossas próprias cidades, poderemos ver
facilmente exemplos dessa influência.
Talvez nenhuma dessas criações arquitetônicas tenha causado impressãomais duradoura do que
os arcos triunfais que os romanos erigiram em todo o império, na Itália. França (fig. 75), Norte da
África e Ásia. A arquitetura grega tinha sido geralmente composta em unidades idênticas, e o
mesmo é válido até para o Coliseu; mas os arcos triunfais usam as ordens para emoldurar e
acentuar a grande portada central, e para flanqueá-la com aberturas menores. Era um arranjoque podia ser usado para fins de composição arquitetural, como uma corda é usada em música.
A mais importante característica da arquitetura romana, entretanto, é o uso de arcos. Essa
invenção desempenhou escasso ou nenhum papel nas construções gregas, embora fosse
possivelmente conhecida dos arquitetos gregos. Construir um arco com pedras separadas em forma
de cunha é uma proeza muitodifícil de engenharia. Uma vez dominada essa arte, o construtor pode
utilizá-la para projetos cada vez mais audaciosos. Pode estender os pilares de uma ponte ou de um
aqueduto, ou fazer até uso desse recurso para construir um teto em abóbada. Os romanos tornaramse
grandes especialistas na arte de construir abóbadas, graças a vários expedientes técnicos. O mais
extraordinário desses edifícios é oPanteão, ou templo de todos os deuses. É o único templo da
Antigüidade clássica que sempre se conservou como lugar de culto; foi convertido em igreja no início
da era cristã e, portanto, nunca se permitiu que caísse em ruínas. O seu interior (fig. 74) é uma
gigantesca rotunda com teto em abóbada e uma abertura circular no topo, através da qual se vê o
céu aberto. Não tem janelas, mas todo orecinto recebe luz abundante e uniforme do alto. Conheço
poucos edifícios que transmitam semelhante impressão de serena harmonia. Não há qualquer
sensação de peso agressivo. O enorme zimbório parece pairar livremente sobre nossas cabeças como
uma segunda abóbada celeste.
Era típico dos romanos adotarem da arquitetura grega aquilo de que gostavam e aplicá-lo às
suas próprias necessidades. Fizeram omesmo em todos os campos. Uma de suas principais
necessidades era de bons retratos que representassem fielmente os modelos reais. Esses retratos
haviam desempenhado um papel na religião primitiva dos romanos. Tinha sido costume transportar
imagens em cera dos ancestrais nas procissões fúnebres. Restam poucas dúvidas de que esse
costume estivera relacionado com a crença em que a representaçãoem imagem preserva a alma,
crença essa que já conhecemos do antigo Egito. Depois, quando Roma se converteu num império, o
busto de um imperador ainda era olhado com religioso temor. Sabemos que todos os romanos tinham
de queimar incenso diante desse busto, como símbolo de sua lealdade e vassalagem, e que a
perseguição aos cristãos se iniciou porque estes se recusavam a cumprir tal exigência. Odetalhe
curioso é que, apesar da
significação solene dos retratos, os romanos permitiram que seus artistas os fizessem mais realistas e menos
lisonjeiros do que os gregos jamais tentaram fazê-lo. Talvez usassem, por vezes, máscaras mortuárias e
adquirissem assim um surpreendente conhecimento da estrutura e características da cabeça humana. Seja
como for, conhecemos Pompeu, Augusto. Tito...
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