Versos a um cobeiro - analise

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 3 (659 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 13 de abril de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
No poema, Versos a um coveiro, esse que tem como temática principal a Morte, o Cemitério onde é possível observar a existência de palavras que reforçam o tema do poema como: sepulturas, carneiros(gaveta ou urna que serve para sepultamento), carnes podres, crânios, entre outros. Não podemos esquecer que esse poema fez parte da cena em que Olavo Bilac diz sua infeliz opinião: ”Fez bem em morrer,não se perde grande coisa”.
Ao aspecto formal, Versos a um coveiro é um soneto, pois possui dois quartetos e dois tercetos, que ao fim somam quatorze versos cada um decassílabo, que são versosestruturados com 10 sílabas, assim como a maioria de seus poemas. Ao analisar suas rimas observa-se que são perfeitas, graves e pobres e em relação a sua posição, nos quartetos as rimas são Interpoladas(ABBA) e nos tercetos, rimas Abraçadas (AAB), e é por essas classificações formais, com tamanho rigor que os versos de Augusto dos Anjos já foram considerados “exatos como formulas matemáticas”. Um poemaque é possível ver tamanha capacidade do poeta em combinar elementos matemáticos, biológicos, científicos, mórbidos, com suas meticulosas e rigorosas rimas, e forma. O poema faz uso de expressões determos matemáticos (“algarismos”; “silogismos”; “aritmética”; “progressão dos números inteiros”; “Pitágoras”) e biológicos (“Tíbias, cérebros, crânios, rádios e úmeros”). A morte é tratada como umarealidade objetiva e sem mistificações.
Analisando o poema, observamos que na primeira estrofe “Numerar sepulturas e carneiros,/Reduzir carnes podres a algarismos,/Tal é, sem complicados silogismos,/Aaritmética hedionda dos coveiros!”. Na estrofe em geral o poeta trata do cotidiano de um coveiro, relacionando sempre sua função com a matemática, ao dizer “carnes podres” o poeta se refere ao morto,com um termo mais esdrúxulo. Na segunda estrofe: “Um, dois, três, quatro, cinco… Esoterismos/Da Morte! E eu vejo, em fúlgidos letreiros,/Na progressão dos números inteiros/A gênese de todos os...
tracking img