Utopia da palavra e utopia da linguagem

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RESENHA

BARBOSA, S. A. M. Utopia da Palavra e Utopia da Linguagem: Variações em torno do tema na arte moderna em Paul Klee e na teoria poética. 1995.219 f. Tese (Doutorado) Faculdade de Educação Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, 1995.

UTOPIA DA PALAVRA E UTOPIA DA LINGUAGEM: VARIAÇÕES EM TORNO DO TEMA NA ARTE MODERNA EM PAUL KLEE E NA TEORIA POÉTICA

S. R. S.

Resenha daTese de doutoramento do professor Dr. Severino Antônio Moreira Barbosa. Utopia da Palavra e Utopia da Linguagem: Variações em torno do tema na arte moderna em Paul Klee e na teoria poética, apresentada na Unicamp, Campinas, SP, 1995. A obra do Professor Severino está estruturada da seguinte forma: Primeira Parte: Utopia das Vanguardas: Projeto Inacabado, Esperanças Perdidas; segunda parte: PaulKlee: Uma pedagogia da Criação Moderna e terceira parte: A utopia da Palavra: A Poesia.
Na introdução – A Terra é Azul, o autor faz uma breve preleção sobre sua experiência no Mestrado quando escreveu sobre poesia, arte, educação e utopia como condições criadoras da vida futura. Ele explica que é preciso reconhecer e questionar algumas aventuras e desventuras utópicas das vanguardas modernistascomo expressionismo, impressionismo, surrealismo, entre outras vanguardas.
O Professor Severino propõe o desafio de se posicionar sobre a questão do método que é necessariamente uma questão de conhecimento e também uma questão de linguagem, mas, justifica que não há um caminho pronto a ser trilhado, pois, é preciso descobri-lo. Reconhece a importância do método, do objeto e do sujeito referendandoque o método condiciona o objeto e, é condicionado por ele por fazer parte da criação do conhecimento, aqui o autor faz a proposta de um transmétodo.
Na primeira parte da tese: Utopia das Vanguardas: Projeto Inacabado, Esperanças Perdidas, Severino considera que o corpo é criação de percepção e de sentidos ele faz inúmeras referências a Cézanne: considerando que o pintor realiza uma consciênciaperceptiva que é: corpo e linguagem. O autor menciona que a dúvida de Cézanne é o estigma da criação moderna do desencantamento do mundo e que a maior crise da história é a crise das linguagens, dos processos, das estruturas e das significações das obras, a crise da identidade do sujeito criador, do artista e da arte.
Para Severino não é possível pensar o século XX sem a questão da crise daarte. Há um abismo entre a imagem que a sociedade projetou sobre si mesma e, a realidade em que se desenvolve a história concreta das pessoas e das coletividades. Nesses abismos é que se fabulam as aventuras e desventuras da criação modernista assevera o autor.
Ao mesmo tempo em que vive em crise permanente nos campos da produção artística e intelectual em todas as esferas de cultura. O século XX éatravessado por muitas utopias, pois, quando se pensa nas vanguardas é preciso pensar também na generosidade de suas utopias de nova linguagem, nova arte para o homem novo em sociedade nova.
A perda contínua e crise de formas e sentidos ratifica o fim das utopias modernistas. O autor considera que nesta terra devastada germinam-se novas utopias, novas esperanças de mudar a vida e humanizar ohomem e, apesar da morte das utopias enterradas ainda há uma sobrevida uma vez que muitos filósofos repensam a razão como parceiros da utopia. Conclui o primeiro capítulo asseverando que os filósofos pensam em uma racionalização capaz de se imanar aos sonhos e as linguagens apesar dos tempos difíceis em que movemos.
Na segunda parte da Tese: Paul Klee: Uma pedagogia da Criação Moderna, Severino nosdiz que a mais fecunda e duradoura utopia criadora do modernismo realiza-se na teoria a arte e nas obras de Paul Klee, assim como a mais poética pedagogia da criação moderna. Para ele, Paul Klee é um pintor de pintores, de poetas, músicos, artista e filósofo, a criação dele é intensamente metafórica, pois, seus desenhos e pinturas são sutis e representam além do antagonismo entre abstrato...
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