Um caso de hesteria

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Um caso de histeria.
Três ensaios sobre a teoria da sexualidade e outros trabalhos
















VOLUME VII
(1901-1905)















Dr. Sigmund Freud








FRAGMENTO DA ANÁLISE DE UM CASO DE HISTERIA (1905[1901])




NOTA DO EDITOR INGLÊS (JAMES STRACHEY)


BRUCHSTÜCK EINER HYSTERIE-ANALYSE


(a) EDIÇÕES ALEMÃS:(1901 24 de jan. Conclusão do primeiro manuscrito sob o título de “Traum und Hysterie” [“Sonhos e Histeria”].)
1905 Mschr. Psychiat. Neurol., 18 (4 e 5), out. e nov., 285-310 e 408-467
1909 S.K.S.N., II, 1-110. (1912, 2ª ed.; 1921, 3ª ed.)
1924 G.S., 8, 3-126.
1932 Vier Krankengeschichten, 5-141.
1942 G.W., 5, 163-286.


(b)TRADUÇÃO INGLESA:


‘Fragment of an Analysis of a Case of Hysteria’
1925 C.P., 3, 13- 146. (Tr. Alix e James Strachey.)


A presente tradução inglesa é uma versão corrigida da que foi publicada em 1925.


Embora este caso clínico só tenha sido publicado em outubro e novembro de 1905, sua maior parte foi escrita em janeiro de 1901. A descoberta das cartas de Freud aWilhelm Fliess (Freud, 1950a) proporcionou-nos um grande número de evidências contemporâneas sobre o assunto.


Em 14 de outubro de 1900 (Carta 139), Freud diz a Fliess que começara pouco antes a tratar de uma nova paciente, “uma jovem de dezoito anos”. Esta moça era evidentemente “Dora”, e, como sabemos pelo próprio caso clínico (ver em [1]), seu tratamento terminou cerca de três meses depois,em 31 de dezembro. Durante todo aquele outono Freud estivera dedicado a sua Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana (1901b) e, em 10 de janeiro, ele escreve (numa carta não publicada) que está simultaneamente empenhado em dois trabalhos: A Vida Cotidiana e “Sonhos e Histeria, Fragmento de uma Análise”, que, como nos diz seu prefácio (ver em [1]), era o título original do presente trabalho. Em 25de janeiro (Carta 140) ele escreve: “ ‘Sonhos e Histeria’ foi concluído ontem. É um fragmento de análise de um caso de histeria em que as explicações se agrupam em torno de dois sonhos. Portanto,é, na realidade, uma continuação do livro sobre os sonhos. [A Interpretação dos Sonhos (1900a) fora publicada um ano antes.] Contém ainda resoluções de sintomas históricos e considerações sobre a basesexual-orgânica de toda a enfermidade. De qualquer forma, é a coisa mais sutil que já escrevi, e produzirá um efeito ainda mais aterrador que de hábito. Cumpre-se com o próprio dever, entretanto, e o que se escreve não é para um presente fugaz. O trabalho já foi aceito por Ziehen.” Este era co-editor, com Wernicke, do Monatsschrift für Psychiatrie und Neurologie, no qual o trabalho veio finalmente aaparecer. Alguns dias depois, em 30 de janeiro (Carta 141), Freud continua: “Espero que você não se decepcione com ‘Sonhos e Histeria’. Seu interesse principal continua sendo a psicologia - uma estimativa da importância dos sonhos e uma descrição de algumas das peculiaridades do pensamento inconsciente. Há apenas vislumbres do orgânico - as zonas erógenas e a bissexualidade. Mas ele [o orgânico] éclaramente mencionado e reconhecido, ficando aberto o caminho para seu exame exaustivo em outra oportunidade. Trata-se de uma histeria com tussis nervosa e afonia, cujas origens podem ser encontradas nas características de uma chupadora de dedo; e o papel principal nos processos psíquicos em conflito é desempenhado pela oposição entre uma atração pelos homens e outra pelas mulheres.” Essesexcertos mostram como este trabalho forma um elo entre A Interpretação dos Sonhos e os Três Ensaios. O primeiro é seu antecedente, e o segundo, sua conseqüência.


Em 15 de fevereiro (Carta 142), Freud anuncia a Fliess que Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana estará terminado em poucos dias e que então as duas obras ficarão prontas para ser corrigidas e enviadas aos editores. Mas, na...
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