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ASFIXIA NEONATAL

Apresentação: Dr. Fabiano Cunha Gonçalves
Coordenação: Dra. Maria Alves Suassuna
Unidade de Neonatologia do Hospital Regional da Asa Sul/SES/DF


Renato S Procianoy. Reanimação do Recém-nascido na Sala de Parto. In. Terapia Intensiva Em Pediatria. Piva JR,Carvalho P, Garcia PC, 4a Edição, Medsi, Rio deJaneiro, 1997,pg 44-53
Unidade de Neonatologia do Hospital Regional da Asa Sul/SES/DF

Etiologia e Fisiopatologia da Asfixia Neonatal

A asfixia ocorre por 5 mecanismos básicos: parada de fluxo sanguíneo umbilical (compressão de cordão), insuficiente troca gasosa através da placenta (DPP), perfusão inadequada da placenta ( hipotensão materna grave), feto que não tolera hipoxiatransitória do trabalho de parto( retardo do crescimento intra-uterino-RCIU) e falha da expansão pulmonar neonatal logo após nascimento(hipoplasia pulmonar).
Quando RN se asfixia intra-útero ou logo após nascimento, sucede-se uma bem conhecida seqüência de eventos. Inicialmente há um período de respiração rápida seguida de uma parada de movimentos respiratórios. Em geral a frequência cardíaca (FC)se mantém e a pressão arterial (PA) aumenta levemente nesse período . Uma leve estimulação tátil e exposição ao oxigênio durante o período de apnéia primária, na maioria das vezes, levam ao reinicio da respiração.
Se o processo asfíxico se mantém, o RN desenvolve movimentos `respiratórios assincrônicos não efetivos(gasping). A respiração começa a ficar mais fraca até que sobrevem um segundoperíodo de parada respiratória, a apnéia secundária ou terminal. Durante esse período começa haver diminuição progressiva da FC, da PA e da PaO2. Nesse momento a criança não é mais responsiva a estímulo tátil, nem a oxigênio, necessitando de ventilação positiva intermitente. Quanto mais tempo a criança permanece em apnéia secundária, mais tempo ela leva para recuperar a respiração espontânea(2-2,5 X o tempo que permaneceu em apnéia secundária).
Durante processo de asfixia ocorre hipoxemia e acidose. A acidose inicialmente se dá por não eliminação do CO2, portanto acidose respiratória. À medida que o processo asfíxico evolui, pela bradicardia e pela hipotensão que se estabelece, há uma hipoperfusão tecidual, ocasionando um aumento do metabolismo anaeróbio, com consequente acidosemetabólica. A hipoxemia e a acidose mantêm as arteríolas pulmonares constritas; a perfusão pulmonar é significativamente diminuída. Simultaneamente ocorre uma vasoconstrição periférica e esplancnica, com objetivo de manter intacta as circulações cerebral, cardíaca e das adrenais.
Definição
O Apgar é falho como critério único. Pode haver RN com Apgar baixo e com pH sanguíneo de cordãonormal, por exemplo.
1. pH abaixo de 7,10 em sangue arterial ou de cordão;
2. Apgar de 0-3 em mais de 5 minutos;
3. Manifestações neurológicas neonatais;
4. Disfunção orgânica sistêmica
Conceitos Básicos
90% dos casos ocorrem no período perinatal devido à insuficiência placentária e 10% têm causas pós-natais devido a problemas do RN.
Os fatores de risco para asfixianeonatal são dependentes das condições maternas, condições do parto e condições fetais.
Conduta
-Manejo na Sala de Parto
-Manejo na UTI-Neonatal
Após a reanimação em sala de partos, deverá ser feita uma avaliação adequada do RN para determinar se há necessidade de manutenção de um suporte cardiorespiratório. Um neonato que sofreu um processo de asfixia agudo no final doperíodo expulsivo frequentemente recupera-se sem necessitar de qualquer suporte após o atendimento em sala de partos, ao contrário daquele que esteve durante um longo período em sofrimento fetal.
Complicações mais Frequentes
• Encefalopatia Hipóxico-isquêmica- é a sequela mais temida e importante da asfixia neonatal. Pode ser classificada em 3 categorias:
Leve- Irritabilidade,...
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