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UNIDERC

Mestrado: Psicanálise Na Educação E Saúde





Disciplina: Representações Sociais e Psicanálise

Professora: Drª Cleoneide Moura do Nascimento









A Mulher Como Uma Representação Social



Por



Ana Maria Rodrigues Bezerra

&

Wamberto Nunes Soares Mouzinho





Campina Grande – PB

Março/2013





Introdução:

Por todo oexposto, buscamos mostrar diferenças e como as mulheres se desvelaram e se desvelam a caminho de uma atuação efetiva e sobretudo reconhecida.

Pensar sobre a historicidade das ações das mulheres é recuar no tempo em busca de compreender a sua trajetória e a história das lutas femininas pós-emancipação social e discursiva. Mulheres que vivem os mesmos dilemas, as mesmas paixões edesencantos destacando suas angústias e medos, assim como suas conquistas. Busca representar o cotidiano de mulheres que reinventam a historicidade do dia-a-dia enfatizando o mundo doméstico feminino, os avanços à emancipação das mulheres, bem como as violências e discriminações sofridas.







































As representações sociaissão um conjunto de crenças e ideias, elaboradas a partir de modelos culturais e sociais que dão quadros de compreensão e interpretação do real. As representações sociais são características de uma determinada época e contexto histórico, por isso a sua alteração ocorre muito lentamente.

Para Moscovici, os atos psíquicos (individuais) têm origens sociais: o pensamento, o senso comum e aciência se misturam a um só tempo (na história, na cultura). As representações sociais são dinâmicas, movimentos, interações entre o individual e o social. Os atos individuais possuem uma dimensão social, para ele as representações sociais são opiniões construídas em relação a um determinado objeto social (história, modos de vida).

A representação social da mulher, para além de ser mãede família, desenvolve uma atividade profissional em que procura ser bem sucedida. Essa representação que atualmente é desejável seria impensável no início do século XX, cuja representação social era de mulher que ficava em casa a cuidar dos filhos e das tarefas domésticas.

Se recuaremos no tempo para pensarmos sobre a historicidade das ações femininas entenderemos sua história delutas por emancipação social e discursiva.

Qualquer mulher nascida no século XVI e que dispusesse de algum talento, teria certamente enlouquecido, teria que permanecer isolada fora da cidade e terminaria seus dias isolada, meio bruxa, meio feiticeira totalmente ridicularizada.

Entre os séculos XV e XVII, o mundo começa a ter conhecimento das ações de alguns grupos de mulheresque não sediam às imposições que lhes eram determinadas principalmente pela igreja, e, como resposta a essas transgressões, a inquisição os queima sob acusação de praticarem rituais de bruxaria.

Perseguidas, muitas eram exiladas ou mortas por algemarem a liberdade do gênero. Na tentativa de posicionarem diante da mentalidade androcêntrica que imperava, as elas vão pouco a pouco,conquistando etapas com o objetivo de recusar a ordem que persistia em inferiorizá-las.

Em 1857, o mundo presencia uma das piores crueldades aplicadas as mulheres nos Estados Unidos: 129 operarias de uma indústria têxtil são assassinadas pelos patrões por planejarem uma greve reivindicando melhores condições de trabalho e outras melhorias, isso foi caracterizado como mais um tipo deescravatura.

Em 1970 foi a época em que a mulher brasileira foi excluída das atividades físico-desportivas.

Em 1910, acontecia o 2º Congresso Internacional de Mulheres em COPEMAGUE na DINAMARCA, em memória das operarias mortas durante o protesto de 1857. Em minoria social as mulheres começam a ampliar sua luta política e transformam o feminismo em movimento social....
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