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  • Publicado : 28 de março de 2013
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Não é fácil ser tetracampeão brasileiro, ainda mais com quatro títulos: há quem precise fazer “puxadinhos” na matemática para chegar a tal número. E, como se não bastassem o enorme esforço na conquista, a luta, o drama e, claro, a festa incessante, é preciso lidar com os sentimentos mais estúpidos que podem reinar na 
vida humana.

A inveja.

O recalque.

A mesquinharia.

Bastou oFluminense fazer sua campanha fantástica em 2012 para que estúdios e redações – sob as égides da hipocrisia e da frustração – baixassem a guarda em relação aos impropérios imbecilizados contra o tricolor. Sim, com a espinha atravessada na garganta.

Confirmado o tetracampeonato, nunca se viu tantas gralhas vivas nas redes sociais. O barulho provocado, muito distante da comunicação racional, geralmenteadvém dos que acreditam realmente ser os maiores do mundo, quando não conseguem sê-lo sequer dentro da própria cidade (onze finais diretas, 8 x 3 Flu).

- Paguem a série B!

- Florminense, time de viados! (onde mostram sua eterna falta de consideração e ingratidão com a digna FlaGay)

- Terceira divisão!

- Agradeçam a Eurico Miranda. (patético em todos os sentidos)

O fraseado acima ébastante carente de análise histórica mais profunda; por outro lado, não tenho a vocação para alfabetizar quem quer que seja. Este pobre colunista não tem a audácia de estabelecer uma dialética com quem é completamente ignorante em história e escrita. Assim sendo, vamos ao que interessa.

Pagar, pagar, pagar.

Não existe tricolor vivo ou morto que coadune com a palhaçada do champagne em 1997,ou que se esqueça da vergonha nacional que foi o Atlético Paranaense entregar seu jogo para o Criciúma, assim como o Flamengo fazer o mesmo contra o Bahia (este, o principal motivo da rejeição de boa parte da torcida tricolor ao nome de Joel Santana), ambos em 1996.

Não existe tricolor vivo ou morto que concorde com os desmandos em 1997 e 1998, mesmo que o rebaixamento à série C tenha sido porconta de um dos regulamentos mais esdrúxulos da história do futebol mundial – alguém conhece algum time no Ocidente que tinha sido rebaixado de qualquer divisão em qualquer campeonato com apenas TRÊS derrotas além do Fluminense? E que não tenha sido o último, o penúltimo, o antepenúltimo, o quarto pior colocado e nem o QUINTO? Pois é, os analfabetos futebolísticos desconhecem a informação.

Nadajustifica o que aconteceu. Fomos péssimos, chegamos ao fundo do poço. E voltamos. Basta dizer que, à beira do gramado, quem comandava o Fluminense no momento mais difícil de sua história era simplesmente o tetracampeão mundial Carlos Alberto Parreira, verdadeira bandeira tricolor.

Veio a confusão, o Botafogo ganhar três pontos no tapetão de uma partida que perdeu por SEIS A UM para o São Paulo– e safando-se do rebaixamento -, o caso Sandro Hiroshi, o Gama foi alijado da série A na mão grande e, como também tinha a mão grande de J.R. Arruda, fez o que todo clube deveria fazer quando fosse sacaneado por questões fora dos gramados: acionou a justiça comum. E ganhou.

Copa João Havelange, ideal para tirar o peso de uma virada alvinegra, 116 clubes, a CBF isenta de culpa, a Globo idem,colocam o Fluminense no “grupo dos grandes times”. Poderia ser de outra forma? A campanha da primeira fase seria suficiente para calar os analfabetos futebolísticos. No fundo, queriam que disputássemos em outro módulo justamente para provocações futuras.

E acabou por aí.

Desde então, o Fluminense voltou ao cenário de onde jamais deveria ter saído. E fez a lição de casa sempre: disputougrandes títulos, venceu vários, firmou-se no cenário internacional, nos últimos seis anos é o maior vencedor de competições nacionais no Brasil – e tudo isso lutando contra uma imprensa muitas vezes fascista, sempre alimentada pelas gralhas. E quando fomos novamente ameaçados pelo descenso, o nocauteamos várias vezes sem que ninguém nos entregasse jogos.

Pagar, pagar, pagar…

Vamos falar de...
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