Trabalho sobre schreber

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Caso Schreber
Schreber apresenta um sistema delirante de uma pessoa perseguida por Deus. Seu discurso apontava para uma existência terrível:sem estômago, laringe, perseguições de pássaros etc. Ele se transformaria em uma mulher que engravidaria de Deus.
* HISTÓRIA CLÍNICA
* 1842 – Em 25 de julho, nasce Daniel Paul Schreber em Leipzig (Lípsia), Alemanha;
* 1844 – Morre Anna,irmã de Schreber;
* 1861 – Schreber, aos 19 anos, perde o pai (que tinha 53 anos);
* 1877 – Schreber, aos 35 anos, aproximadamente, perde o irmão mais velho (que se suicida com um tiro, aos 38 anos);
* 1878 – Schreber se casa aos 36 anos, com Ottlin Sabine Behr. Há referências vagas de “crise hipocondríaca” de Schreber nessa época, atribuídas, em geral, ao casamento;
* 1884 – Primeiracrise: aos 42 anos, algum tempo após candidatar-se ao Reichstag, é internado, por algumas semanas, no Asilo público de Sonnenstein (Dr. Weber) e, depois, por seis meses na Clínica Psiquiátrica de Leipzig (Prof. Flechsig);
* 1885 – Alta, em junho;
* 1886 – Em janeiro, toma posse no Landgericht de Leipzig;
* HISTÓRIA CLÍNICA
* 1886 a 1893 – Período a que Schreber se refere comosendo, “em geral, de grande felicidade, ricos de honrarias exteriores e nublados apenas, de vez em quando, pela contínua frustração de esperança de sermos abençoados com filhos” (p. 23/24). Nessa época sua esposa teve, ao todo, seis abortos espontâneos;
* 1893 – Segunda crise: em junho, é informado de que será nomeado para o Tribunal de Apelação e em outubro toma posse. Em novembro, aos 51 anos, éinternado novamente na Clínica Psiquiátrica de Leipzig, onde passa apenas 6 meses;
* 1º de outubro: Toma posse como juiz presidente.
Certa vez, nas primeiras horas de manhã, ocorreu-lhe a idéia de que, ‘afinal de contas, deve ser realmente muito bom ser mulher e submeter-se ao ato da cópula’. Tratava-se de idéia que teria rejeitado com a maior indignação, se estivesse plenamente consciente.A segunda enfermidade manifestou-se em fins de outubro de 1893, com um torturante acesso de insônia, forçando-o a retornar à clínica Flechsig, onde, porém, sua condição piorou rapidamente.

HISTÓRIA CLÍNICA
* 21 de novembro: É internado novamente na Clínica de Leipzig.
Relatório redigido subseqüentemente [em 1899] pelo diretor do Asilo Sonnenstein: ‘No início de seu internamento ali,expressava mais idéias hipocondríacas, queixava-se de ter um amolecimento do cérebro, de que morreria cedo etc. Mas idéias de perseguição já surgiam no quadro clínico, baseadas em ilusões sensórias que, contudo, só pareciam aparecer esporadicamente, no início, enquanto, ao mesmo tempo, um alto grau de hiperestesia era observável — grande sensibilidade à luz e ao barulho.
Mais tarde, asilusões visuais e auditivas tornaram-se muito mais freqüentes e, junto com distúrbios cenestésicos, dominavam a totalidade de seu sentimento e pensamento. Acreditava estar morto e em decomposição, que sofria de peste; asseverava que seu corpo estava sendo manejado da maneira mais revoltante, e, como ele próprio declara até hoje, passou pelos piores horrores que alguém possa imaginar, e tudo emnome de um intuito sagrado.
O paciente estava tão preocupado com estas experiências patológicas, que era inacessível a qualquer outra impressão e sentava-se perfeitamente rígido e imóvel durante horas (estupor alucinatório). Por outro lado, elas o torturavam a tal ponto, que ele ansiava pela morte. Fez repetidas tentativas de afogar-se durante o banho e pediu que lhe fosse dado o “cianuretoque lhe estava destinado”. Suas idéias delirantes assumiram gradativamente caráter místico e religioso; achava-se em comunicação direta com Deus, era joguete de demônios, via “aparições miraculosas”, ouvia “música sagrada”, e, no final, chegou mesmo a acreditar que estava vivendo em outro mundo.
* HISTÓRIA CLÍNICA
* 1894 – Em junho, é transferido para o Asilo particular de Lindenhof...
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