Trabalho nas carvoarias

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  • Publicado : 14 de dezembro de 2012
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Trabalho escravo nas carvoarias



Acredita-se que no século XXI a escravidão seja coisa do passado, porém muitas vezes nos debatemos com uma situação totalmente diferenciada, o fato e que esta realidade não pode ser confirmada, pois nos últimos anos receberam-se várias denúncias, cujo qual existia situações em que homens, mulheres e crianças são obrigadas a viver sem liberdade, e sesubmeter a trabalhos degradantes por tempo indeterminado.

“No País, existem fazendeiros que utilizam mão de obra escrava para realizar derrubadas de matas nativas para formação de pasto, produzir carvão vegetal para a indústria siderúrgica, preparar o solo para o plantio de cana-de-açúcar, entre outras atividades agropecuárias.” (PARENTE pp. 2)


A produção ecomercialização de carvão vegetal e associada por vezes, a uma questão social que é a escravidão, cujo é o uso de mão de obra não remunerada, “a produção do carvão aparece como atividade principal de 12% das propriedades relacionadas na "lista suja" do trabalho escravo - que compila os empregadores flagrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) utilizando esse tipo de mão-de-obra.” (ONGREPORTER BRASIL), o trabalho escravo é resultante da falta de emprego no lugar onde as pessoas são recrutadas pelos “gatos”, este tem um papel muito importante na escravidão contemporânea no Brasil.

Sendo a única forma de sobrevivência para estas pessoas, as mesmas são obrigadas a conviver de forma em que são assistidas a todo tempo, na maioria das vezes são tratadas com violência física esão confinadas no local onde trabalham isso se deve pelo fato de um suposto endividamento criado pelos “gatos”, tal compromisso que o trabalhador acredita ter, é uma das causas em que ele se recusa a ser liberto, pois este se considera um devedor e quer honrar a divida, assim fica quase impossível que este trabalhador ir embora, pois ele é incapaz de infringir o principio de moral em que sustem suarelação de trabalho.

O trabalho escravo por vezes é de difícil acesso a fiscalização, este fato se deve, pois locais se encontram longe dos centros urbanos, muitas carvoarias na maioria das vezes não tem credenciamento, uma das alegações em que as siderúrgicas entram em debate “as siderúrgicas da região de Carajás destacam que os fornecedores de carvão que descumprirem as normaslegais pertinentes podem ser descredenciados. São cerca de 25 mil carvoarias na região, apenas 5 mil delas legalizadas.” (ONG REPORTER BRASI).

O fato destas carvoarias se encontrarem locais de difícil acesso dificulta a fiscalização das mesmas, fazendo que as pessoas que se encontram em regime de escravidão acabem dependendo totalmente dos “gatos” para que sejam atendidas todas suasnecessidades básicas, no entanto elas acabam adquirindo dividas e nunca salários.

Não é somente a forma de vida que levam que é agravante, mais sim também o risco em que se é obrigada a conviver diariamente, além das ameaças físicas, o trabalho em carvoarias acarretam muitas doenças.



[...] A atividade compromete a saúde dos trabalhadores mirins e dos adultos: asfamílias são desnutridas, sofrem doenças respiratórias causadas pelos gases, com casos até da câncer; moléstias parasitárias e infecciosas são freqüentes, assim como alergias respiratória e de pele, resfriados, conjuntivite, por causa das altas temperaturas até (70º) e pela ausência de água potável nesses locais. Isolações, síncopes, exaustão térmica e queimaduras fazem parte do cotidiano dessestrabalhadores. [...] (PORTO, HUZAK, AZEVEDO, 2003, p. 91).

É importante avaliar as condições de trabalho e saúde dos trabalhadores das carvoarias, uma vez que o Brasil é o maior produtor de carvão vegetal do mundo, com estimativas de 350.000 trabalhadores envolvidos na produção e transporte deste insumo (KATO et al, 2004), estas pessoas são obrigadas a viver diariamente com a fuligem...
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