Trabalho infantil

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Fornos de carvão produzem geração de crianças mutiladas no Pará

segunda-feira, 12 de novembro de 2001 às 06h01m

ULISSES CAMPBELL Da Agência Folha, no Pará A falta de segurança nas serrarias eo trabalho infantil em carvoarias de Paragominas (322 km de Belém) estão produzindo uma geração de crianças mutiladas no Pará. Desde novembro de 97, pelo menos 20 menores queimaram mãos e pés aocaírem dentro de fornos rudimentares de carvão, conhecidos como caieiras. Os fornos ficam escondidos no chão, e as crianças caem quando estão brincando ou ajudando os pais, que trabalham nas serrarias,onde há fornos para queimar as sobras de madeira. Além dos pés, muitas delas queimam as mãos ao tentarem se apoiar no carvão em brasa. Com os dedos grudados, algumas ficam impossibilitadas de frequentara escola, pois não conseguem segurar um lápis. Depois que caíram nos fornos de carvão, Damázia Gonçalves, 10, Melissa Piedade, 7, e Leandro Sodré, 8, sonham com a mesma profissão: medicina. O intensocontato com médicos _Leandro já passou por seis cirurgias_ despertou o desejo das crianças. Vaidosa, Damázia não pensa mais em ser modelo. Além da medicina, diz ter outro sonho: "Queria poder dançar",diz a menina que teve as pernas queimadas. De acordo com o Sindicato das Serrarias e Madeireiras de Paragominas, 76 empresas de beneficiamento de madeira estão em atividade no município. No auge daatividade, havia mais de 200. Paragominas tem 76.095 habitantes, segundo o censo de 2000. Acidentes O número de crianças mutiladas é oficial, consta dos registros do Hospital Municipal e do ConselhoTutelar de Paragominas, mas o total de vítimas pode ser maior. Há dificuldades para contabilizar o número de acidentes. Primeiro, pelo fato de muitas das crianças não terem sido atendidas no hospitalmunicipal. Depois, pelo fato de algumas famílias não estarem mais na cidade. Desde o ano passado, o médico ortopedista Luiz Fausto da Silva, 29, que trabalha no Hospital Municipal de Paragominas, faz...
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