Trabalho em altura

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GOVERNO
FEDERAL
Fevereiro/2002

Gianfranco Pampalon
Gianfranco Pampalon

INTRODUÇÃO
Esta cartilha tem o objetivo de servir ao Auditor Fiscal do Trabalho como um
manual sobre alguns conceitos das Normas Regulamentadoras e para
intervenção nas atividades onde existam riscos de queda de trabalhadores.
Uma das principais causas de mortes de trabalhadores se deve a acidentes
envolvendo quedas depessoas e materiais.
Excluindo-se os acidentes de transporte as quedas são a maior causa de
acidentes fatais no Brasil e no mundo (no Brasil correspondem a 30 % do total de
acidentes fatais).
Sabemos que os riscos de queda existem em vários ramos de atividades e em
diversos tipos de tarefas. Portanto devemos intervir nestas situações de grave e
iminente risco, regularizando o processo, de forma atornar estes trabalhos
seguros.
Em todos trabalhos realizados com risco de queda, devem ser tomadas todas as medidas
necessárias para que ocorram com total segurança para o trabalhador e terceiros;

Acidentes fatais por queda de altura ocorrem principalmente em:
o Obras de construção civil e reformas
o Serviços de manutenção e limpeza de fachadas
o Serviços de reforma e manutenção em telhados
o Pontesrolantes
o Montagem de estruturas diversas
o Serviços em ônibus e caminhões
o Depósitos de materiais
o Serviços em linhas de transmissão e postes elétricos
o Trabalhos de manutenção em torres de telecomunicação
o Serviços diversos em locais com aberturas em pisos e paredes sem proteção, etc.

Gianfranco Pampalon

ASPECTOS LEGAIS DAS NORMAS REGULAMENTADORAS

NR 8 – Edificações
8.3.2. As aberturasnos pisos e nas paredes devem ser protegidas de forma que
impeçam a queda de pessoas ou objetos.
As proteções devem ser resistentes e quando
feitas em madeira deve ser de 1ª qualidade.
Quando colocadas tábuas ou outras madeiras
no chão, para tapar buracos ou aberturas,
estas devem ser firmemente fixadas e também
devem ser visualmente identificadas como
proteção coletiva, para impedir que sejaminadvertidamente retiradas

NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Industria da
Construção civil
Medidas de proteção contra quedas de altura
18.13.1. É obrigatória a instalação de proteção coletiva onde houver risco de queda de
trabalhadores ou de projeção de materiais.
18.13.2. As aberturas no piso devem ter fechamento provisório resistente.

abertura no piso sem proteção

abertura empiso bem protegida

Gianfranco Pampalon

18.13.3. Os vãos de acesso às caixas dos elevadores devem ter fechamento provisório de, no
mínimo, 1,20m de altura, constituído de material resistente e seguramente fixado à estrutura, até a
colocação definitiva das portas.

Exemplos sem e com proteção coletiva

18.13.4. É obrigatória, na periferia da edificação, a instalação de proteção contra queda detrabalhadores e projeção de materiais a partir do início dos serviços necessários à concretagem da
primeira laje.

edifício sem proteções nas periferias de lajes

edifício com proteções nas periferias de lajes

Gianfranco Pampalon

18.13.5. A proteção contra quedas, quando constituída de anteparos rígidos, em sistema de
guarda-corpo e rodapé, deve atender aos seguintes requisitos:

a) ser construídac/ altura de 1,20m para o travessão superior e 0,70m p/ o
travessão intermediário;
b) ter rodapé com altura de 0,20m (vinte centímetros);
c) ter vãos entre travessas preenchidos com tela ou outro dispositivo que
garanta o fechamento seguro da abertura.

Travessão superior

Travessão Intermediário

Rodapé

exemplo de proteção de periferia

Gianfranco Pampalon

18.13.6. Em todo perímetro daconstrução de edifícios com mais de 4 pavimentos ou
altura equivalente, é obrigatória a instalação de uma plataforma principal de proteção na
altura da primeira laje que esteja, no mínimo, um pé-direito acima do nível do terreno.

18.13.7. Acima e a partir da plataforma principal de proteção, devem ser instaladas,
também, plataformas secundárias de proteção, em balanço, de 3 (três) em 3 (três) lajes....
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