Trabalho de a.i - martin luther king

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Martin Luther King Jr.
Martin Luther King, Jr nasceu em Atlanta a 15 de Janeiro de 1929. Foi um pastor protestante e activista político dos estados unidos. Foi um dos mais importantes lideres do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e no mundo, com uma campanha de não-violência e de amor ao próximo. Ele foi a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz em 1964, poucoantes de ter sido assassinado. O seu discurso mais famoso e lembrado é o “I have a dream” (Eu tenho um sonho). Naquela altura, em 1929 a lei exigia que os negros ocupassem lugares especiais nos autocarros, nos teatros, cinemas e que bebessem de fontes de água diferentes das dos brancos. Com 28 anos co-fundou uma organização de igrejas negras que encorajava marchas pacíficas, manifestações eboicotes contra a segregação racial. A organização participou num protesto em Birmingham, Alabama, onde centenas de criança de coro encheram as ruas para apoiar a causa. Também organizou e liderou marchas a fim de conseguir o direito ao voto, o fim da segregação, o fim das discriminações no trabalho e outros direitos civis básicos. A maioria desses direitos foi, mais tarde, agregada à lei dos EstadosUnidos com a aprovação da Lei de Direitos Civis (1964), e da Lei de Direitos Eleitorais.
No seu discurso mais conhecido, “I have a dream” ele fala de tudo o que sonha, e o que quer mudar.
“Há cem anos, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negrosque tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos enfrentar a realidade trágica de que o Negro ainda não é livre. Cem anos mais tarde, a vida do Negro é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, oNegro continua a viver numa ilha isolada de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha nas margens da sociedade americana, estando exilado na sua própria terra. Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramaticamente mostrarmos esta extraordinária condição. Num certo sentido, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quandoos arquitectos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de independência, estavam a assinar uma promissória de que cada cidadão americano se tornaria herdeiro. Este documento era uma promessa de que todos os homens veriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à procura da felicidade. É óbvio que a América ainda hoje não pagou talpromissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar este compromisso sagrado, a América deu ao Negro um cheque sem cobertura; um cheque que foi devolvido com a seguinte inscrição: "saldo insuficiente". Porém nós recusamo-nos a aceitar a ideia de que o banco da justiça esteja falido. Recusamo-nos a acreditar que não exista dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidades destepaís. Por isso viemos aqui cobrar este cheque - um cheque que nos dará quando o recebermos as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é o momento de se dedicar à luxúria do adiamento, nem para se tomar a pílula tranquilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia.Agora é o tempo de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é tempo de abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus. Agora é tempo para retirar o nosso país das areias movediças da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade. Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e subestimar a determinação...
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