Tempos modernos

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FACULDADE RAIMUNDO MARINHO
Curso de Direito
Disciplina: Economia Política – prof. Thiago Queiroz

Augusto César Fernandes Moreira

TEMPOS MODERNOS E A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

Maceió - AL
2011
Augusto César Fernandes Moreira

TEMPOS MODERNOS E A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

Trabalho apresentado ao Curso de Direito, como exigência dadisciplina Economia Política, ministrada pelo professor Thiago Queiroz.

Maceió - AL
2011

TEMPOS MODERNOS E A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO

A obra Tempos Modernos do cineasta, músico, ator, diretor e produtor britânico Charles Chaplin (1889-1977), foi criada com título inicial de As massas, em 1932, e lançada no Rivoli Theatre, de Nova Iorque, em 1936, retratando a sociedadenorte-america no período pós-1929 quando se deu a Grande Depressão.
No filme, o autor se apresenta como um operário que tem por função apertar parafusos numa linha de montagem. Pela intensa repetição, o personagem é acometido de um ataque de nervos que atrapalha todo o trabalho de produção na fábrica.
O filme se inicia com a representação de um grande relógio em referência à máximacapitalista de que tempo é dinheiro. E a partir daí acontece toda a trama que se desenrola a partir da grande depressão de 1929.
Contextualizando a temática do filme a partir da crise de Wal Street, em 1929, que afetou a produção industrial norte-americana resultando na falência de mais de 130 mil estabelecimentos comerciais e mais de 10 mil instituições bancárias, levando umcontingente considerável da população norte-americana à fome e ao desemprego. Com essa ocorrência, o governo destinou auxílio para industriais e banqueiros, sem se preocupar com a miséria da população. Com isso, houve uma radicalização na luta de classes, mobilizando trabalhadores que realizaram greves reivindicando os direitos e contra o desemprego.
A crise se deu durante a vigência dos ideaisFordistas-Tayloristas.
As idéias do empreendedor estadunidense Henry Ford (1863-1947), possibilitou a aplicação da montagem em série de forma a produzir em massa e em menos tempo por um custo menor. Esse modelo revolucionou a indústria, porém, proporcionou seqüelas desastrosas na psique humana, pelo cotidiano da repetição e o esforço do trabalho como um relógio que exige sistematicamente arepetição mecânica, cronometrada, contínua, promovendo problemas neurológicos e psicológicos na classe trabalhadora.
Por outro lado, também estava vigente as idéias do engenheiro mecânico estadunidense Frederick Taylor (1856-1915), considerado o pai da Administração Científica, propondo métodos científicos cartesianos para gestão das organizações empresariais, assentado na eficiência eeficácia, evitando desperdícios para elevar os níveis de produtividade na operacionalização da administração industrial. As suas idéias deixaram por herança a implantação dos estudos sobre "Tempos e Movimentos’, e conhecido como "Organização Racional do Trabalho", no sentido de que o operário deve seguir o ritmo da produção. Esse autor comparava o bom operário a um boi de carga. E seu métodoempregava a rotina massacrante da produção
Assim sendo, esses ideais Fordistas-Tayloristas serviram de base para a manutenção da sociedade industrial caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho.
A derrocada desse sistema se deu exatamente em 1929 com a grande depressão norte-americana.
Para sair da crise provocada pelasfrustrações econômicas do mercado e do desemprego generalizado, foi adotada a teoria do Keynesianismo criada pelo economista Jonh Maynard Keynes (1883 – 1946) que, por meio do fim do laissez faire, provando que a mão invisível do mercado liberal não obtivera êxito, propôs uma nova política social operacionalizada pelo Estado e que garantisse o pleno emprego, fazendo com que a produtividade...
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