Tarsilia

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Di Cavalcante
Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, nasceu no Rio de Janeiro em 1897 e faleceu na mesma cidade em 1976. Era filho de Frederico Augusto Cavalcanti de Emiliano Albuquerque e Melo e d. Rosalia de Sena e, embora bem relacionada, a família tinha parcos recursos econômicos. Nasceu na Rua do Riachuelo, no velho centro do Rio, na casa do célebre abolicionista José do Patrocínio, quese casara com sua tia Maria Henriqueta vencendo todos os preconceitos da família desta, pelo fato de ser negro.
Pintor brasileiro, que apesar da influência cubista e mesmo surrealista, foi um dos mais típicos pintores brasileiros pela temática popular, que inclui o carnaval carioca, mulatas sensuais, paisagens suburbanas e naturezas-mortas com frutas tropicais.
Em homenagem a uma primaconhecida por Dida, adotou o nome artístico de Didi e depois, por simplificação, passou a assinar simplesmente Di. Menino ainda, na casa do tio, conheceu gente famosa, como Machado de Assis e Joaquim Nabuco. Sua mãe, quando viúva, chegou a entreter um flerte com Olavo Bilac, com o qual, por pouco, não se casou.
Essa presença constante de escritores e poetas em torno a Di Cavalcanti, na infância,explica decerto porque, pela vida inteira, ele devotaria às letras um amor quase tão profundo quanto à pintura. Seus primeiros desenhos, como os primeiros versos, surgiram em São Cristóvão, bairro de classe média, para onde sua família se mudara em 1908.
Gaspar Puga Garcia, seu primeiro professor de pintura, acompanhando os progressos do menino, vaticinou certeiramente: “Você será pintor!”. Poucosanos mais tarde, em 1914, tem início a carreira de caricaturista de Di, que nesse ano publica seu primeiro trabalho em Fon-Fon.
Dois anos depois participou do 1º Salão dos Humoristas, organizado por Luís Peixoto e Olegário Mariano no Rio de Janeiro. No Jornal do Comercio de 19 de novembro de 1916, comentando o Salão, aberto uma semana antes, escrevia um anônimo comentarista de arte: “São dignos deexame alguns trabalhos de um jovem que se estréia com o pseudônimo de Di.”
Mas seu estilo por excelência é aparentado com a pintura de Picasso. Às vezes, o Picasso inventor das imagens com duplo rosto, ao mesmo tempo de frente e de perfil; e com freqüência o Picasso da fase neoclassica, surgido na segunda metade da década de 20, e refletido por Di Cavalcanti em obras-primas das maisincontestáveis, como O Nascimento de Vênus. Tudo somado, Di Cavalcanti foi um grande romântico, um boêmio, um poeta e um brilhante cronista de seu tempo e de sua pátria.
Em 1917 transferindo-se para São Paulo ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Segue fazendo ilustrações e começa a pintar. O jovem Di Cavalcanti freqüenta o atelier do impressionista George Elpons e torna-se amigo deMário e Oswald de Andrade. Em 1921 casa-se com Maria, filha de um primo-irmão de seu pai. Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 idealiza e organiza a Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo, cria para essa ocasião as peças promocionais do evento: catálogo e programa. Faz sua primeira viagem à Europa em 1923, permanecendo em Paris até 1925. Freqüenta a Academia Ranson. Expõe em diversascidades: Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdan e Paris. Conhece Picasso, Léger, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses. Retorna ao Brasil em 1926 e ingressa no Partido Comunista. Segue fazendo ilustrações. Faz nova viagem a Paris e cria os painéis de decoração do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro.
Os anos 30 encontram um Di Cavalcanti imerso em dúvidas quanto a sualiberdade como homem, artista e dogmas partidários. Inicia suas participações em exposições coletivas, salões nacionais e internacionais como a International Art Center em Nova Iorque. Em 1932, funda em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos. Sofre sua primeira prisão em 1932 durante a Revolução Paulista. Casa-se com a pintora Noêmia...
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