Talcott parsons

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS
Disciplina: Sociologia Aplicada à Psicologia
Professor: Mauro Koury
Período: 2011.2

SUYLA JANAINA LIMA DAS NEVES

MEU TIPO INESQUECÍVEL OU COMO SER COMO SER SURDO, MUDO, PARALÍTICO, HEMIPLÉGICO, CEGO E, CONTUDO, FELIZ!

João Pessoa, 16 de Setembro de 2011.
INTRODUÇÃOConstitui-se aqui uma tentativa de análise sociológica do conto “Meu tipo inesquecível” OU COMO SER SURDO, MUDO, PARALÍTICO, HEMIPLÉGICO, CEGO E, CONTUDO, FELIZ! De João Bittencourt sob a perspectiva de Talcott Parsons.
O conto que tem como personagem principal Mariana relata a história da mesma desde que nascera com todas as suas deficiências até quando ficou em órbita que foi onde ela permaneceuaté o fim do conto. Sob a visão de um sistema social que se pode definir como uma interação pessoal que varia de acordo com as relações e valores assumidos por cada ser humano veremos que de acordo com sua visão, suas metas e expectativas, cada indivíduo social é capaz de criar na sociedade uma aceitação de sua personalidade, aprender-se-á a portar-se diante da sociedade sem reprimir seu ego.Tomando como exemplo Mariana, veremos que uma pessoa consegue interagir socialmente de uma forma esplendorosa, construindo novas definições sociais, derrubando os preconceitos e superando os desafios.

Segundo Talcott Parsons “Por sistema social, entendo o sistema constituído pela interação direta ou indireta de sêres humanos entre si.” (Parsons, Talcott, In: CARDOSO, FH e IANNI, O. Homem eSociedade. 5ª Ed. São Paulo: Nacional, 1970. Pág.49). No conto é mostrada essa interação social direta e indireta de Mariana com outros seres humanos que compartilham do mesmo ambiente que ela. Essa interação se dá quando nos mostra que apesar das deficiências físicas ela levava a vida do mesmo modo das tantas outras pessoas que a sociedade considera como sendo normais levam.
Ao contrário do que muitaspessoas sugerem Mariana, contudo, foi “obrigada a trabalhar para o seu sustento e ainda custear a educação de duas irmãs mais môças” (BITTENCOURT, João, 1964. In: A mãe que entrou em órbita. Rio de Janeiro: Civ. Brasileira. Pág. 70), o que contribuiu ainda mais para a elevação da sua auto-estima e formação de sua personalidade forte.
Da forma que a sociedade está organizada e principalmente emrelação a sua cultura cada ser humano tende a desenvolver uma expectativa muito grande em relação ao outro, ao que ele vai pensar, falar, como ele vai agir em relação aquela atitude que você tomou e é justamente isso que acaba influenciando as pessoas a agirem de uma forma pré - estabelecida socialmente, escondendo suas reais características e expectativas em relação ao que a sociedade considera sercorreto e normal.
Percebe-se que ao invés de reprimir seu ego e seguir os paradigmas ordenados pela sociedade, a maneira como Mariana se comportava foi um fator muito forte na sua interação social, pois se ela se limitasse a sua deficiência não iria interagir com as pessoas, o que abalaria o seu psicológico e acabaria realmente restringindo a sua capacidade motora, de locomoção e percepção.Porém, por ser uma pessoa muito esforçada vimos que Mariana não se limitou a sua deficiência “inteligente como era, encontrara maneiras engenhosas de resolver os problemas do cotidiano” (BITTENCOURT, João, 1964. In: A mãe que entrou em órbita. Rio de Janeiro: Civ. Brasileira. Pág. 70).
Definindo o conceito de Ação como “um modo de relação entre um organismo vivo e um conjunto de objetos num meioou numa situação dada.” (PARSONS, Talcott, In: CARDOSO, FH e IANNI, O. Homem e Sociedade. 5ª Ed. São Paulo: Nacional, 1970. Pág.51), ou ainda: “ “Ação” é um processo no sistema ator-situação que se reveste de significação e é capaz de motivar o ator individual, ou, no caso de uma coletividade, os seus membros componentes.” (PARSONS, Talcott, In: CARDOSO, FH e IANNI, O. Homem e Sociedade. 5ª Ed....
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