sócrates

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1.15. Conclusões sobre Sócrates O discurso socrático trouxe uma série de aquisições e novidades, porém também deixou muitas lacunas. Começando pelo princípio, o discurso socrático sobre a alma exigia uma série de aprofundamentos. Primeiro a conceituação da alma, que seria aquilo pelo qual nós somos bons ou maus, ou seja, a alma se serve do corpo e o domina, portanto ela seria algo além dele, distinguindo-os em suas naturezas. Então o que seria realmente a alma? Qual sua definição apropriada? E qual seria o seu “ser”? Segundo vem a inteligência Divina, que Sócrates diz estar acima do horizonte dos físicos, algo muito mais puro do que a matéria. Mas o que seria essa inteligência superior e o que a torna diferente dos elementos físicos? Sobre as aporias do intelectualismo socrático devemos destacar a dissipação do discurso ao atingir certo ponto, dando a impressão de haver sido bloqueado. Portanto o intelectualismo socrático, assim como havia sido formulado, só fazia sentido na boca do próprio Sócrates, sustentado pela força irrepetível de sua personalidade. O logos socrático é também uma das “falhas” do discurso socrático, pois ele não está em condições de fazer parir qualquer alma, apenas as almas grávidas. Porém quem haveria fecundado tais almas, para torna-las grávidas e assim propícias a darem a luz ao conhecimento? Sócrates não saberia responder. A última lacuna seria, pois, o desconhecimento de Sócrates sobre a expansão de seu discurso para além dos muros de Atenas, quando este parecia querer fecha-lo nos limites da cidade. Esta aporia esclarece melhor a forte tensão interna do pensamento socrático. Ter identificado na alma a essência do homem, no conhecimento a verdadeira virtude e no autodomínio e na liberdade interior os princípios cardeais da ética levava à proclamação do individuo enquanto tal. Mas somente os socráticos menores extrairiam em parte essa dedução e somente os filósofos do período helenístico a tornariam mais explícita.

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