Submatrizes ambientalista e nativista na psicologia

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SUBMATRIZES AMBIENTALISTA E NATIVISTA NA PSICOLOGIAO
AMBIENTALISMO PSICOLÓGICO

A aprendizagem nas obras de “Ebdinghaus” e “Thorndike” já não era, ao fim do século XIX, um recurso meramente interpretativo, na explicação, quer filosófica quer fisiológica, dos fenômenos. No auge do movimento behaviorista (século XX), recebeu a psicologia da aprendizagem um intensivo tratamento, o maior jáacontecido em relação a um tema de psicologia cientifica. Watson posicionou-se equilibradamente, de início, entre empirismo e nativismo, no entanto se inclinou mais e mais para uma opção ambientalista radical. O que refletiu um movimento amplo na psicologia americana. Assim o conceito de instinto sofreu crítica severa, tanto por questões empíricas, quanto por questões metodológicas. Além disto, a opçãoambientalista, mostrou-se manifestação de posturas ideológicas e políticas.Houve retraimento da importância atribuída ao organismo e negação do caráter ativo do sujeito do comportamento. Enfatizar o controle ambiental faz com que se atenue a imagem funcionalista de auto regulação: resulta o sujeito reagente sem espontaneidade e direção própria. O ambientalismo radicalizado criou condições paracombinação de funcionalismo e mecanicismo, característicos de grande parte da psicologia norte-americana, mas enfatizar o controle ambiental não conduz necessariamente a estes compromissos, aja vista a obra de Skinner.O ambientalismo/empirismo é nítido, explicitamente, em Skinner, podendo ser inferido do seu discurso ou de sua prática de pesquisa. Ocorre uma suposição: os motivos primários da açãosão em numero bastante reduzido. Skinner afirma: a maior parte dos reforços são condicionados, cultural e historicamente determinados, na espécie humana. As condutas adaptativas são reforçadas. A prática de pesquisa de Skinner, baseia-se principalmente nos conceitos de estímulos e respostas representativas. Skinner quer elaborar leis empíricas que possam descrever a dinâmica do comportamento, emtermos de supondo implicitamente que estas seriam leis gerais e sua aplicação à casos particulares dependeria de ajustes de parâmetros. Qualquer estímulo poderia mostrar-se estímulo discriminativo pra qualquer resposta; qualquer reforço poderia exercer efeitos sobre qualquer resposta antecedente: é a eqüipotencialidade de estímulos e respostas. Isto baseia todo o projeto científico de Skinner, no qualhá uma critica à “botanização” da psicologia, ou à sua redução, a uma pura descrição de comportamentos particulares e situações, o que conduz a que se suponha que a experiência e as contingências ambientais,são os determinantes únicos do comportamento. O comportamento tem uma estrutura que não reflete a estrutura do organismo, mas a estrutura das relações do organismo com o meio. A condutaadaptativa em sua estruturação de classes funcionais de respostas operantes emergiria completamente da historia do individuo; então a tendência é desconhecer que existam classes estruturais que precedem e interferem com as formações das classes funcionais.Admite-se as classes estruturais, mas no campo das respostas reflexas apenas,negando-se que condutas adaptativas complexas e de caráter instrumental,possam estar submetidas a uma estruturação biológica e hereditária. Supervaloriza-se a plasticidade do comportamento considerando-se que tudo pode ser aprendido. Também se supervaloriza a aleatoriedade da variabilidade comportamental, sobre a qual se aplica a seletividade da consequência do reforço; minimiza-se, ou nega-se efeitos de estados motivacionais e de estímulos ambientais, na indução decomportamentos específicos e assim restringe-se a faixa de variabilidade sujeita à seleção.Skinner, nunca abandonou a imagem do organismo ativo, emitindo respostas,atuando sobre e modificando seu ambiente. Sua originalidade explicita-se na simultânea lealdade ao funcionalismo e ao radical ambientalismo, então, se designa como sendo nãomecanicista, apesar de ambientalista, nem cognitivista,...
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