Sociologia

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  • Publicado : 6 de abril de 2011
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Introdução
Este trabalho tem como objetivo estudar as correntes sociológicas que influenciaram o pensador Nicos Poulantzas que tem seus estudos baseados na natureza do Estado capitalista e suas funções econômicas, politica- ideológicas das politicas sociais e o modo de produção capitalista. E o pensador Paul Lazarsfeld com suas contribuições metodológicas e científicas no campo dos estudos deopinião pública, marketing político e mídia de massa.

NICOS POULANTZAS
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Conceituado filósofo e sociólogo grego, marxista e membro do Partido Comunista da Grécia, exilou-se em Paris, onde lecionou a partir de 1960. Foi aluno de Louis Althusser, do qual herdou uma interpretação do marxismo inovadora e controversa chamada de althusserianismo. Suas obras resumem-se em uma complexa análisefuncional das Estruturas ou Instâncias - o Econômico, o Político e o Ideológico - do Modo de Produção Capitalista, sobretudo no que diz respeito à forma como essas estruturas determinam as práticas sociais que as sustentam. Essa forma de conceber a realidade social foi denominada de Marxismo Estruturalista. Poulantzas, a partir disso, empreende um rico estudo do funcionamento do Estado Capitalista, tantode suas instituições (Burocracia, Poder Executivo, Poder Legislativo, etc) quanto da base ideológica que o sustenta (em torno, principalmente, do conceito de Vontade Geral), observando cuidadosamente sua relação com as Classes Sociais. A rica conexão entre as instâncias em uma formação social a partir de uma interessante interpretação dos clássicos do marxismo – Marx, Engels, Lenin e Gramsci –fizeram de suas idéias referências nos campos da Ciência Política e da Sociologia.
Nessas obras encontram-se alguns elementos fundamentais para o entendimento do
mundo contemporâneo: a teoria relacional do Estado capitalista, explicitamente enunciada e uma “teoria das políticas sociais”, implicitamente formulada a partir das novas funções que o Estado capitalista passa a assumir no capitalismomonopolista.
Poulantzas, ao mesmo tempo em que apresenta novas determinações ao conceito de
Estado, acrescentando elementos novos ao movimento de ampliação detectado, no início do século XX, pelo pensador italiano Antonio Gramsci, fornece aos cientistas sociais e, em especial aos educadores, argumentos sólidos sobre a natureza e a dinâmica das políticas sociais na contemporaneidade. Nesse sentido,consideramos que suas contribuições teóricas continuam atuais, ajudando a compreender as redefinições processadas no papel do Estado nos últimos trinta anos em nível mundial e no Brasil.

1.1 A teoria relacional do Estado: principais características
No seu último livro, O Estado, o poder e o socialismo, Poulantzas retifica algumas das suas análises anteriores sobre a relação entre o Estado, opoder e as classes sociais, aprimorando assim uma das suas principais contribuições teóricas, qual seja a chamada “teoria relacional do Estado”.

Mas, para Poulantzas não se trata, nem poderia tratar-se numa perspectiva
marxista, de uma teoria geral do Estado, entendido como generalização abstrata e transhistórica aplicável a qualquer sociedade, senão de uma teoria do Estado capitalista, ouseja, da natureza específica que assume o Estado no modo de produção capitalista. Entretanto, ele próprio adverte que essa teoria só terá caráter científico se for capaz de explicar tanto a reprodução quanto as transformações de seu objeto nos lugares em que elas efetivamente ocorrem, isto é, nas formações sociais concretas, lugares da luta de classes. Essa distinção entre modo de produção eformação social concreta apresenta-se como fundamental na construção teórica de Poulantzas, dado que

As formas sociais são o lugar real de existência e de reprodução, portanto do Estado em
suas formas diversas, as quais não podem ser deduzidas do modelo capitalista de Estado
que designa um objeto abstrato-formal (Poulantzas, 1980, p. 29, grifo nosso).

Contra essa concepção formalista, o autor...
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