Sociologia - trabalho e marcadores de diferença no brasil

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  • Publicado : 6 de julho de 2011
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Trabalho e marcadores de diferença no Brasil – gênero, raça/etnia, geração (ênfase no trabalho infantil)
Quando examinamos, fazemos uma análise das sociedades, identificamos imediatamente a existência de diversidades e desigualdades sociais. Muitas das diferenças entre os indivíduos são de natureza humana como por exemplo, gênero, cor da pele, idade, altura etc. Contudo as desigualdades sociaissão produto das relações estabelecidas entre os indivíduos, como vimos anteriormente ao estudarmos classes sociais e o sistema capitalista, estas refletem os conflitos de interesses de grupos ou indivíduos em relação aos outros grupos ou indivíduos que, geralmente, colocam todos na condição de opressores e oprimidos.
Historicamente vimos que o capitalismo apresenta um grande conflito: a lutaentre burgueses e proletários.No entanto, a história do século XX apresenta outros conflitos de interesses que vão muito além da divisão da sociedade em classes: conflitos entre os gêneros (homens e mulheres), adultos e jovens, brancos e não-brancos, minorias étnicas, heterossexuais e homossexuais.
No Brasil a equidade de gênero figura no texto da Carta Magna como direito fundamental, a partir daconstituição federal de 1988, conhecida como “Constituição cidadã”.Os princípios de dignidade, liberdade, privacidade e igualdade de tratamento perante lei se converteram gradativamente em lei complementar, contribuindo para reduzir desigualdades e discriminações no país.
As mulheres a partir do século XIX, e os jovens e as minorias sexuais a partir dos anos de 1960, passaram a demonstrar suarevolta de forma coletiva. No século XX os negros e outras etnias demonstraram sua força, nas lutas pelos direitos civis nos EUA, pelo fim do apatheid na África do Sul e pelo fim do racismo, no renascimento do movimento negro no Brasil e na luta dos palestinos.
Apesar da força social dos movimentos construídos pelos oprimidos, dos milhões de vidas sacrificadas em nome da igualdade de direitos e daliberdade, a história desses grupos não é animadora.Sabemos que as condições de trabalho melhoraram, mas as melhorias foram limitadas aos países imperialistas centrais, e a grande maioria dos trabalhadores ainda é explorada, de forma semelhante ao século XIX.A cada dia morre mais seres humanos de fome que no tempo da escravidão.Os oprimidos ajudaram a fundar partidos, sindicatos e associações, mas amaioria destas entidades ainda não conseguiu reverter as condições subhumanas dos subjugados da história.
Muitos indivíduos são submetidos a uma série de discriminações e preconceitos só pelo fato de pertencerem a uma determinada categoria de pessoas.A opressão, para se justificar, faz uso de um sistema de idéias a que chamamos de ideologia.
Existem ao menos cinco situações de desigualdade eopressão, chamados marcadores sociais de diferença: de classe, de gênero, de geração, de raça/etnia e de orientação sexual.
As desigualdades de classe –As várias classes sociais dominantes se caracterizaram por apropriarem-se, em modo e em tempos diversos, do excedente de riqueza produzida pelas classes subalternas.O sistema econômico dominante em cada época se esforça em manter separadas as classessociais e reduzir ao mínimo as possibilidades de ascensão social.Isso ocorre através do sistema escolar, à separação territorial de classes sociais: Rio de janeiro – Zona Oeste, favelas, subúrbios, zona norte e zona sul, à ideologia etc.
Contudo o sistema capitalista fez da ilusão da ascenção social ou da mobilidade social um dos pilares de sua ideologia. Hoje, haveriam três classes fundamentaisnos países imperialistas e no Brasil se seguirmos as teorias de Marx: o proletariado, a burguesia e a pequena burguesia. Mas com a realidade imposta pelo neoliberalismo, encontramos também milhões de indivíduos totalmente excluídos de qualquer relação social, política e econômica.
As desigualdades de gênero – Desde a antiguidade várias sociedades mantiveram a supremacia masculina, esta...
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