Sociologia do direito e sociedade de risco

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FICHAMENTO 2º AULA DOUTORADO UNICEUB

04.03.2013

Beck, Ulrich – Sociedade de Risco: rumo a uma outra modernidade – São Paulo: Ed. 34, 2010

Tradução: Sebastião Nascimento

Original: Risikogesellschaft

384 páginas



SOCIEDADE DE RISCO

A propósito da obra...pg 7

O sociólogo alemão, Ulrich Beck, após acidente de Chernobyl em 1986, inaugura uma nova forma de perceber os fatossociais – sob a ótica do risco

ANTES – As catástrofes eram consequência de um risco mas estavam adstritas a minorias étnicas ou geográficas – escravidão, nazismo

HOJE – A experiência(ou inexperiência) atômica ameaça a todos. Chernobyl não fez vítimas somente na área circunvizinha à usina, ameaçou países como a Suécia que temia os ventos que levariam a irradiação para lá. Assim também, fatoscomo desmatamento que afetam o clima em outras áreas do planeta, a contaminação por agrotóxicos.

“...os sistemas jurídicos não dão conta das situações de fato”

Prefácio...pg 11

O prefixo pós – tema do livro. Pós é a senha para a desorientação que se vive quando o autor escreve o livro. O livro vai seguir o rastro da palavra pós que pode ser entendida como – avançado, tardio, ultra. Oprefixo pós+passado – torna-se um passado com validade prolongada, daí sociedade pós-moderna.

O autor pretende que seu livro tenha um pouco de teoria social prospectiva, empiricamente orientada mas sem todas as salvaguardas metodológicas. Constatação – A sociedade atual destaca-se da sociedade industrial clássica e torna-se sociedade industrial de risco. Daí a incerteza teórica observada seriaresultado da incerteza prática.

Pg.13.. “No século XIX, a modernização se consumou contra o pano de fundo do seu contrário: um mundo tradicional e uma natureza que cabia conhecer e controlar. Hoje, na virada do século XXI, a modernização consumiu e perdeu seu contrário, encontrando-se afinal a si mesma em meio a premissas e princípios funcionais socioindustriais.”

A ciência hoje é colocada emxeque, a sociedade tomou rumos que ninguém Pode prever.

Se pensávamos em processo de modernização no sec. XIX como modernização da tradição, aqui e agora pensa-se na modernização da sociedade industrial. Aliás, esta sai de cena, não pelas vias abruptas e anunciadas como a revolução tão proclamada pelos teóricos do sec XIX, mas sorrateiramente como resultado dos rearranjos nas sociedades de classe,dissolução da família nuclear e no universo do trabalho com uma nova divisão social resultado do papel mais atuante da mulher. O autor faz uma divisão em modernização simples e modernização reflexiva. A primeira a de antes, a reflexiva a de agora.



Primeira Parte

NO VULCÃO CIVILIZATÓRIO

OS CONTORNOS DA SOCIEDADE DE RISCO

1. Sobre a lógica da distribuição da riqueza e dadistribuição de riscos...pg. 23




Na sociedade industrial a lógica da produção de riqueza domina a lógica da produção de riscos. Na modernidade tardia a lógica se inverte e lógica da produção de riscos domina a lógica da produção de riquezas.

A sociedade industrial ou sociedade moderna – caracteriza-se pela escassez. Sociedade pós-industrial caracteriza-se pelo risco. Para o autoresta passagem se dá pelo desenvolvimento das forças produtivas e pela atuação do Estado de Bem Estar cada vez mais crescente. Assim, a lógica da distribuição da riqueza dará lugar à lógica da distribuição dos riscos com o exponencial desenvolvimento da tecnologia e democratização do consumo.

“pg.24 – Nos Estados de Bem Estar altamente desenvolvidos do Ocidente, ocorre um processo duplo: deum lado, a luta pelo “pão de cada dia” – em comparação com a subsistência material até a primeira metade do século XX e com o Terceiro Mundo, ameaçado pela fome – deixa de ter a urgência de um problema básico que lança sombra sobre tudo o mais. Em lugar da fome, surgem, para muitas pessoas, os “problemas” do “excesso de peso”....”




Conceito de risco – Para o autor, risco não é...
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