Sky stephen king

Páginas: 800 (199924 palavras) Publicado: 17 de outubro de 2012
TRIPULAÇÃO DE ESQUELETOS
Stephen King

A balada do projétil flexível
A balsa
A excursão
A festa de casamento
A imagem do segador
Aqui há Tygres
Caim rebelado
Entregas matinais
Nona
O Atalho da Sra. Todd
O caminhão do tio Otto
O carrão
O homem
O macaco
O nevoeiro
O Processador de Palavras dos Deuses
Para Owen
Paranóide: canto
Tipo de Sobrevivente
Um mundo de praia
Vovó A BALADA DO PROJÉTIL FLEXÍVEL
O churrasco havia terminado. Tinha sido excelente; bebidas, a carne mal-passada, tostada na
brasa, uma salada de verduras e o molho especial de Meg. Começara às cinco da tarde. Agora eram
oito e meia, já quase crepúsculo – a hora em que reuniões movimentadas começam a gerar desordem.
Contudo, ali não havia uma reunião movimentada. Os reunidos eram apenas cinco: oagente e sua
esposa, o prestigiado jovem escritor e sua esposa, e o editor da revista, de sessenta e poucos anos,
porém parecendo ser mais idoso. O editor dedicara-se a beber Fresca. Antes que ele chegasse, o agente
havia contado ao jovem escritor que, uma vez, ali houvera um problema de bebida. O problema
desaparecera, bem como a esposa do editor... motivo pelo qual eles eram cinco, em vez deseis.
Ao invés de surgir qualquer desordem, caiu sobre eles um ânimo introspectivo, quando começou
a escurecer no pátio dos fundos do jovem escritor, dando para o lago. O primeiro livro do jovem
escritor tinha recebido uma crítica excelente e vendera uma boa quantidade de exemplares. Ele era um
rapaz de sorte e, para seu crédito, estava a par disso.
Com divertida morbidez, a conversa passarado precoce sucesso do jovem escritor para outros
escritores também prematuramente bem sucedidos e que, então, se haviam suicidado. Falou-se em
Ross Lockridge, depois em Tom Hagen. A esposa do agente mencionou Sylvia Plath e Anne Sexton. O
jovem escritor disse que não achava Sylvia Plath qualificada como escritora vitoriosa. Ela não se
suicidara por causa do sucesso, disse ele; ela obtiverasucesso por ter-se suicidado. O agente sorriu.
– Por favor, não podíamos falar de outras coisas? – perguntou a esposa do jovem escritor, um
pouco nervosamente.
Ignorando-a, o agente disse:
– Também há a loucura. Houve os que enlouqueceram devido ao sucesso.
O agente falava nos tons brandos, mas gorgeados, de um ator nos bastidores. A esposa do escritor
ia protestar novamente – ela sabia que omarido, além de gostar de falar sobre o assunto, também
pilheriava a respeito, porque pensava demais naquilo quando o editor da revista começou a falar. E ele
disse algo tão estranho, que ela esqueceu o protesto.
– A loucura é um projétil flexível.
A esposa do agente olhou para ele, intrigada. O jovem escritor inclinou-se para diante, com ar
inquisitivo.
– Isso me soa familiar... – disseele.
– Sem dúvida – replicou o editor. – Esse termo, a imagem, "projétil flexível", é de Marianne
Moore. Ela a usou para descrever um ou outro tipo de carro.
Eu sempre pensei que descrevia perfeitamente a condição da loucura. A loucura é uma espécie de
suicídio mental. Hoje em dia, os médicos não afirmam que a única maneira de realmente medir-se a
morte é através da morte da mente? Pois aloucura é uma espécie de projétil flexível para o cérebro.
A esposa do jovem escritor procurou mudar de assunto.
– Alguém quer outra bebida?
Ninguém se manifestou.
– Pois eu quero, já que iremos falar dessas coisas – disse ela, e saiu para preparar seu drinque.
– Apresentaram-me uma história certa vez, quando eu trabalhava em sua seleção, em Logan's.
Naturalmente, já encerrou suas atividades, damesma forma que Collier's e agora The Saturday
Evening Post, porém sobrevivemos a ambos. – Ele declarou isto com um toque de orgulho na voz. –
Publicávamos trinta e seis contos por ano, talvez mais, e a cada ano, quatro ou cinco deles figuravam
na coleção de alguém como melhores do ano. E as pessoas os liam. De qualquer modo, o nome desta
história a que me referi era "A Balada do Projétil...
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