Sindromes

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( As síndromes da insensibilidade

O embotamento afetivo ou a diminuição das demonstrações de afeto é uma alteração geralmente mais notada pelos familiares do que pelo próprio trabalhador. O cônjuge observa um “esfriamento” que é muitas vezes interpretado como desamor. A capacidade e disposição para o prazer na inter-relação humana se restringem. Isso inclui desde a vida sexual até osrelacionamentos familiares, as amizades e os mantidos nas diferentes esferas sociais.
Alexitimia é uma das denominações que têm sido usada para expressar etimologicamente a idéia de distanciamento em relação aos próprios sentimentos. O indivíduo passa a não mais discriminar seus sentimentos e emoções. Há uma associação de características alexitímicas tanto com o risco de infarto como comhipertensão arterial, inclusive em pessoas jovens.
Depressão Essencial – existe uma amputação do mundo afetivo em relação aos outros campos de ações da pessoa. O indivíduo passa a viver uma “vida operativa”, onde o existir cotidiano se resume a pensamentos e ações essencialmente operativos. Ocorre o desaparecimento da expressão de quaisquer emoções e a pessoa assume uma aparência de umagélida insensibilidade. O trabalho continua sendo desempenhado de modo formalmente correto, embora assumindo um caráter mecânico, de trabalho sem prazer. Não existem sintomas de ansiedade, a tristeza não é manifestada, não há idéias de fracasso ou de suicídio – o que ocorre é uma espécie de enregelamento em que desaparece o prazer.
Normopatia – a pessoa evita qualquer expressão desofrimento. Os normopatas constroem fortes barreiras psicológicas de qualquer sofrimento psíquico.
A insensibilidade pode levar a pessoa a um modelo paranóico de personalidade. Este modelo tende a surgir quando a organização industrial ou administrativa se apresenta como detentores da verdade e só pode ser aceito em seu interior o discurso da certeza e da infabilidade. Os que são levados a seidentificar com a empresa “modelar” e “infalível” também passam a desprezar todos aqueles que não trabalham para a grandeza dessa “empresa sagrada”.
Enriquez estudou a dinâmica que faz com que nesse tipo de organização, algumas pessoas se tornem inflexíveis e mesmo impiedosas com seus subordinados não plenamente aderidos ao ideal de perfeição. Deste modo, existiria uma cera culturaorganizacional favorecedora da construção destas personalidades paranóicas.
As atividades de racionalidade isolam a afetividade. As atividades computadorizadas oferecem um exemplo.
A necessidade de respeitar o psiquismo humano em seus aspectos não racionais é essencial para a integridade deste psiquismo e, portanto, para a saúde mental e geral.
A racionalidade não é um mal. O risco apontadoacontece tão-somente quando se implantam princípios de gestão e de organização do trabalho que promovam a exclusão e mesmo o menosprezo à dimensão afetiva. Embora exista o estímulo da racionalidade necessária aos desempenhos, o problema não reside aí, e sim nas pressões organizacionais que exacerbam essa racionalidade.

( Alcoolismo (Uso abusivo ou síndrome de dependência)

O alcoolismolevanta grande preocupação nas empresas, pelos prejuízos que acarreta à produção.
A etiologia da dependência a bebidas alcoólicas tem causas biológicas, psicológicas e sociais. Ao analisar a relação álcool/vida laboral deve se considerar todas essas questões.
A associação do uso de bebidas alcoólicas à sociabilidade, à virilidade e ao trabalho são antigas. Até hoje, as práticas demedicina popular utilizam largamente as bebidas alcoólicas, sendo bastante divulgada a idéia de que as mesmas estimulam a circulação e “fazem bem” ao coração, além de terem valor afrodisíaco.
Whisky e aguardente significam “água da vida”. Aguardente “simboliza a união dos contrários: a água e o fogo”, é a soma de dois elementos antitéticos – um passivo e outro ativo – com propriedades...
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